Educação
São Paulo pode trocar o trote por ação cidadã
Multa, suspensão e, se for o caso, cancelamento da matrícula. Estas são algumas das punições previstas no projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Gil Arantes (DEM), que busca banir de São Paulo o trote escolar praticado contra calouros das instituições de ensino público e privado.
No lugar de brincadeiras que causem constrangimentos aos novatos, o parlamentar originário de Barueri propõe que os estabelecimentos educacionais criem o chamado “trote cidadão”, que seria criado por comissão de professores e alunos e marcado por ações de cunho cívico ou social.
O deputado propõe ainda campanhas de esclarecimento para por fim à prática que torna vítimas diferentes jovens anualmente no Estado. “Os pais do autor (dos trotes) são solidariamente responsáveis pela multa, salvo se restar comprovada a independência financeira do aluno”, destaca trecho do projeto.
Se aprovada, a lei também indicará que enquanto não for paga a multa, o aluno não receberá o diploma. A omissão do estabelecimento educacional pode render implicação de responsabilidade à instituição, por eventuais danos morais e materiais praticados nos atos de recepção aos seus novos alunos.
Coisa séria
Mais do que constrangimentos, a mídia ocasionalmente apresenta novas ocorrências de trotes escolares caracterizadas por atos violentos e selvageria. Há casos extremos, com registro de mortes ou violência física ou mental com conseqüências irreparáveis.
Para Gil Arantes, a sociedade paulista precisa dar uma resposta imediata a essa nova realidade. “Precisamos criar mecanismos institucionais, para garantir a integridade física dos calouros, sem que isso represente necessariamente o fim de uma cultura universitária”, defende o deputado.
|