Série A3
Barueri não faz lição de casa e é rebaixado à Segundona
No domingo, um primeiro tempo morno, com o Barueri só incomodando o goleiro Rodrigo em dois chutes de Renan Mota. Nesta etapa, aos 33 minutos, Fandinho, do Velo, praticou uma jogada violenta no atacante Renan Mota e foi expulso.
Com um jogador a mais, para a segunda etapa, o técnico João Batista tirou o zagueiro Marinho e colocou o ala esquerdo Tiaguinho para reforçar o meio campo com Wesley que atuava na lateral.
Porém, aos 5 minutos, num contra-ataque mortal, a bola veio da linha de fundo e Leleo só escorou pra rede, Velo Clube 1x0. E aos 7, mais um balde de água fria no já desesperado Barueri. Escanteio cobrado na esquerda e o zagueiro Odair, ao tentar interceptar a bola, marcou contra, Velo 2x0.
Precisando da vitória a qualquer custo, o Barueri foi pra cima, novas substituições aconteceram para deixar o time mais veloz e ai aconteceu um festival de gols perdidos, defesas espetaculares do goleiro Rodrigo, gol mal anulado e toda sorte de entraves contra a equipe barueriense. Aos 19, Renan Mota faz grande jogada, deixa Anderson Carvalho em condições de marcar e este chuta colocado, Velo Clube 2x1 Barueri.
Foi o estopim para o Barueri acreditar ser possível e ainda mais com os jogadores estimulados pelo anúncio no sistema de som, de que o Juventus estava ganhando do Taboão e o Flamengo vencendo o Paulínia.
Pela chances perdidas cara a cara com o goleiro, se metade delas fossem aproveitadas, o Barueri venceria o Velo Clube de goleada e permaneceria na Série A3. Mas futebol é assim mesmo, por isso é um esporte que emociona e no final, a derrota injusta por 2x1, que classificou o Velo como segundo do Grupo 2 e causou o descenso do Barueri à Segunda Divisão.
O clube barueriense ofereceu o melhor a seus jogadores, um estádio moderno, um CT de primeiro mundo, salários em dia, hospedagem e transporte de melhor qualidade e toda sorte de incentivo, porém faltou desde o início a formação de um time base. O Barueri nunca repetiu em campo a mesma escalação, sempre havia estréias, como se o clube fosse um laboratório de experiências, faltou ainda uma melhor preparação física, porque em muitos jogos, na etapa final o time se arrastava em campo, e uma outra observação é que muitos jogadores não demonstravam a disposição, a raça, o amor à camisa.
Mas agora não adianta chorar, é levantar a cabeça e com as condições e a estrutura que a cidade oferece, cidade esta que já colocou um time na elite do futebol brasileiro, num próximo campeonato voltar a campo renovado, para galgar os degraus do futebol profissional.
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