Osasco,

 

Entrelinhas
Júlio Rezende

Prazo, prazo, prazo...

O único acontecimento que parece tirar o sono do prefeito Emidio é o prazo para desincompatibilização administrativa, para se tornar candidato ao governo do Estado. Praticamente, ele é o único dentro do PT que terá que renunciar ao mandato de prefeito, para se candidatar a outro cargo. O prazo é 2 de abril, sem choro nem vela, pois a data se configura como os seis meses que antecedem as eleições de 3 de outubro.

Folgados

Os outros postulantes, Aloísio Mercadante e Ciro Gomes, como são legisladores não têm necessidade de se afastarem do plenário, para se candidatar a cargos executivos e o prazo final para o registro da candidatura é 5 de junho.

Melhor caminho

Para se afastar da administração, Emidio precisaria renunciar ao cargo de prefeito, após ter cumprido apenas um ano e quatro meses do seu segundo mandato, conquistado no primeiro turno, em 2008. Não será uma decisão fácil, uma vez que o quadro sucessório no Estado de São Paulo está apenas começando a se delinear e corre-se o risco de o PT acabar por optar pela sugestão “Ciro” de Lula, para tornar a eleição polarizada e plebiscitária do presidente Lula.

Definições e indefinições

Como as candidaturas a governador não se definem, as de deputado estadual também não. Ainda permanece o impasse se a máquina do governo municipal apoiará um ou dois candidatos. Isto só está acontecendo no PT, pois nos partidos da base aliada a situação já está quase totalmente definida. Pelo PSL, Valdomiro Ventura, pelo PR, Osvaldo Verginio. Na oposição também há indefinição, pois Francisco Rossi (PMDB) já disse, mas não afirmou que sai candidato, e no PSDB, o ex-prefeito Celso Giglio teve suas contas rejeitadas e ainda está recorrendo no Tribunal Eleitoral para ter o direito de registrar sua candidatura.

Passado remoto

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou ontem que o PIB do Brasil registrou, em 2009, a primeira retração na atividade econômica desde 1992. A queda foi de 0,2%, ou seja, muito aquém das expectativas temerárias, já que o ano passado foi de crise. Para a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) a crise já é passado.

Sem festa

TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou nesta semana a Resolução nº 23.089 que trata do Calendário Eleitoral. Entre as mudanças para este ano está a proibição do comparecimento de qualquer candidato a inaugurações de obras públicas, a partir de 3 de julho. A norma anterior vedava participação somente de candidatos aos cargos do Poder Executivo (presidente da República, governador e vices).

Telescópio

Uns dizem que sim, outros negam. Mas tem tucano afirmando que José Serra diz ser remota a chance dele assumir a candidatura presidencial pelo PSDB antes de seu aniversário, dia 19 de março. Um dos motivos, afirmam, é que Serra levaria a astrologia a sério. Não custaria nada aguardar o fim do inferno astral. Para quem já esperou até agora...
Tanto a assessoria de campanha de Dilma Rousseff, quanto a de José Serra avaliam que ambos perderão um pouco de fôlego, principalmente no que diz respeito à exposição na mídia, quando se afastarem de seus respectivos cargos. Hoje, a ministra acompanha Lula, e segundo Lula, Serra inaugura até maquete. Em abril terão que se virar sem as máquinas governamentais e apostarem em seus próprios tacos.


 

 



 

 


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