Novo programa de apoio aos professores
Em 2008 apresentei, através da Câmara Municipal de Osasco, uma indicação ao prefeito Emídio de Souza para que fosse estruturado um "Programa de Apoio aos Professores" da rede municipal.
Na época, eu argumentava que uma série de problemas dificultavam o bom exercício da profissão tais como problemas nas cordas vocais, na coluna, psicológicos entre outros, além das questões salariais e funcionais.
Depois, o "Comitê de Educação e Cultura" do PSB, reafirmou estas propostas. O prefeito Emídio de Souza, inclusive, incorporou esta proposta no seu "Programa de Governo" para o segundo mandato de 2009 a 2012.
De fato, no segundo semestre de 2009 foi implantado o "PAAPE – Programa de Apoio e Aperfeiçoamento do Profissional da Educação", pela Secretaria de Educação de Osasco, que oferecia oficinas de fonoaudiologia, de controle de estresse, de postura, reflexoterapia, etc. A idéia era fazer o trabalho de orientação e acompanhamento junto aos profissionais da Educação da rede municipal de Osasco.
No domingo o jornal "Folha de São Paulo" no seu caderno "Cotidiano" (23/10/2010) trouxe duas matérias relativas aos professores da rede estadual de São Paulo.
A primeira trazia o seguinte título: "A cada dia, um professor se licencia por dois anos". E dizia a matéria assinada por Fábio Takahashi: que de janeiro até a última sexta-feira, 194 docentes (mais de um por dia), com graves problemas de saúde, ficam ao menos dois anos afastados da sala de aula (são os readaptados). Os pesquisadores apontam duas razões para tantos afastamentos: a concepção de escola, que requer para as aulas estudantes quietos e enfileirados; a nova geração é muito ativa e frustra o professor no dia a dia. A outra razão são as condições de trabalho: aulas em classes com mais de 35 alunos, muitos turnos, poucos recursos. E salário curto, acrescento eu.
A segunda matéria publicada no jornal era: "SP anuncia Plano de Saúde para o Docente", cujo programa terá equipes com médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros que circularão pelas escolas estaduais.
De todos os 22.567 funcionários estaduais readaptados 79%, ou 17.913 são da educação, sendo que os principais motivos são: voz, coluna, psiquiátrico e neurológico.
O jornal diz que para a Secretaria Estadual de Educação esse programa é inédito no país. Mas Osasco iniciou antes. Espero que o programa de fato melhore as condições de trabalho dos professores da rede estadual.
Só se chegará a uma educação de qualidade com investimento forte e valorização dos profissionais da educação com salários dignos e condições adequadas de trabalho.
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