Os Índios e o Desenvolvimento Sustentável
Nesta semana, na segunda-feira, dia 19 de abril, comemorou-se o "Dia Nacional do Índio".
Nos últimos anos houve, em quase toda a América Latina, um certo renascimento de movimentos populares com raízes indígenas.
No Brasil, embora a presença indígena seja forte na composição da população, os movimentos se localizam mais na região Amazônica. Segundo o Isa – Instituto Sócio Ambiental, que traçou um "mapa dos povos indígenas", 160 povos indígenas diferentes vivem na Amazônia brasileira hoje, em 370 terras, a maior parte delas com algum grau de reconhecimento oficial, somando mais de 10,2 milhões de hectares, o equivalente a 20% de extensão da Amazônia Legal. Teriam ainda 53 povos isolados que não tem contato com a Funai. Aproximadamente 180 mil índios vivem nestas terras indígenas. Os 98,8% da extensão total das terras indígenas do país estão na Amazônia. Em Osasco, no domingo, houve a abertura da "4ª Semana dos Povos Indígenas Pankararé" organizada por várias secretarias da prefeitura. O evento foi na Casa de Cultura Afro-Brasileira – Casa de Angola, na Secretaria de Cultura de Osasco. A semana se desenvolve com ações em várias secretarias visando o resgate histórico e a melhoria de vida deste povo.
Nesta questão indígena alguns elementos se destacam:
Primeiro a ampliação da consciência dos povos indígenas de seus direitos e da sua identidade.
Segundo, uma tendência, inclusive internacional de valorizar, a diversidade cultural e a preservação da cultura dos diversos povos.
Terceiro, o reconhecimento da importância dos povos indígenas, de sua cultura, na preservação ambiental. A busca do desenvolvimento sustentável passa por uma reflexão sobre a experiência cultural desses povos e da sua relação com a natureza.
O chamado "Relatório Brundtland" assim definiu o desenvolvimento sustentável:
"O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais"
Ainda há tempo de corrigir os vários erros danosos em relação ao meio ambiente. Ou como dizia Hamawt'a, sábio na língua indígena Quechua: "O dia em que tiveres envenenado o último rio, derrubado a última árvore, assassinado o último animal ... quando não existirem mais flores, nem pássaros, aí dareis conta de que o dinheiro não se come".
Seria melhor agir antes, implantando um desenvolvimento sustentável do ponto de vista econômico, social, ambiental e cultural
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