Água é Vida
No domingo passado participei com companheiros do PSB de um evento comemorativo da semana da água e do “Dia Mundial da Água” (22 de março). Foi em Juquitiba, aqui na grande São Paulo. A cidade está na área de preservação dos mananciais e da Mata Atlântica. Era o “5º Encontro de Embarcações do Dia Internacional da Água” na Represa Cachoeira da França.
Conversando com a prefeita da cidade Maria Aparecida Maschio Pires pude verificar a dificuldade que é preservar uma área e ao mesmo tempo gerar emprego e renda para os 40 mil habitantes da cidade. A legislação estadual é necessária e rígida, mas a política governamental não oferece compensações necessárias ao município preservacionista pelos serviços ambientais prestados ao conjunto da região metropolitana. O Município de Juquitiba é oito vezes maior do que Osasco em termos de extensão territorial e 18 vezes menor em termos de população.
É público e notório que grande parte das áreas de preservação dos mananciais é ocupada irregularmente na grande São Paulo e outras partes do país e do mundo. Não é fácil tratar da água num contexto da industrialização, urbanização acelerada e mudanças climáticas.
“O Brasil - em um mundo em crise de recursos hídricos - é detentor de 20% da água doce do planeta (80% desses recursos estão na Bacia Amazônica, em processo de desertificação). A distribuição espacial e temporal desse recurso é diversificada e desigual, além de afetada pela degradação de sua qualidade devido ao acelerado e anárquico processo de urbanização, estimulado por um modelo de produção industrial e agrícola concentrador e excludente, que imprime 1 modelo também concentrador de produção de energia”: A questão social (pobreza) caminha junto com a ambiental.
A água não é um recurso inesgotável. O planeta terra é coberto em dois terços de sua superfície de água, mas, apenas 1% dessa água é aproveitável para o consumo humano. E o consumo dos países desenvolvidos é seis vezes maior que o dos países em desenvolvimento.
Além disso, os mares, os lagos, os rios, os córregos, os lençóis subterrâneos recebem dejetos e esgotos não tratados, agravando a qualidade da água e do ambiente. Só 48% do esgoto doméstico é tratado no Brasil. E o que se observa em vários bairros de Osasco e das regiões metropolitanas é que a revitalização e a recuperação dos cursos de água degradados é muito difícil pela ocupação irregular e desordenada do solo e pela ausência de estrutura de saneamento ao longo desses cursos. Por isto, saneamento básico deve ser prioridade.
A implantação do Plano Nacional de Recursos Hídricos com os seus correspondentes estaduais e municipais é uma esperança na luta pela preservação das águas e da vida no planeta terra.
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