Experiências Socialistas
No último final de semana, tive a oportunidade de participar do Seminário Internacional do PSB, realizado no Rio de Janeiro e promovido pela Fundação João Mangabeira, órgão que ajuda na formulação de propostas e na formação política dos filiados do PSB – Partido Socialista Brasileiro. O seminário tratou das experiências socialistas em vários países e teve mais de 1000 participantes.
Segundo o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, "diante a crise do capitalismo e da falência do neoliberalismo é de fundamental importância que aqueles que comungam dos ideais do socialismo e da liberdade estejam preparados para fazer frente aos desafios que diariamente nos são apresentados. Essa troca de experiências é enriquecedora e de indiscutível importância nesse processo". O evento contou com a presença de representantes do Chile, Uruguai, Bolívia, Equador, China, etc.
Para o presidente da Fundação João Mangabeira, Carlos Siqueira, "este evento contribuiu com o PSB em todos os níveis, seja para aprofundar a discussão sobre a realidade política e econômica da América Latina, China, etc., mas também por permitir que se intensifique o relacionamento com os partidos socialistas que estão ou estiveram no governo nos últimos anos"
Esteve presente no Seminário como palestrante o ministro Samuel Pinheiro Guimarães, diplomata de carreira e secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Ele defendeu a importância da política brasileira de prioridades aos 10 países vizinhos; defendeu também a inserção soberana do Brasil no cenário internacional.
Chamou muita atenção a senadora e ministra Leonilda Zurita Vargas, representante do Movimento Para o Socialismo da Bolívia (MAS). Ela falou da experiência boliviana e do chamado socialismo comunitário com forte presença indígena e forte participação das mulheres.
Comentando a experiência brasileira, o professor e escritor Teotônio dos Santos destacou a questão do montante da dívida interna de R$ 1,4 trilhão, que gera um agamento de juros de 150 a 170 milhões de reais por ano, significando uma transferência de renda de 8% a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) dos vários setores da economia para o setor financeiro.
De qualquer forma "respeitadas as diferenciações de cada experiência, diferenciações que devemos preservar, há alguns traços comuns que merecem ser destacados: o combate à exclusão e a pobreza, a defesa dos direitos humanos e a luta pela soberania nacional". Eis a razão de ser socialista.
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