O transporte na Grande São Paulo e as desigualdades sociais
Nesta semana, de comemoração dos 456 anos da cidade de São Paulo, a cidade e a metrópole além dos festejos, viu-se castigada pelas chuvas agravando as enchentes e o transporte metropolitano. É bem verdade que, em geral, as tragédias atingem de forma desigual as pessoas, os bairros e as regiões.
São Paulo é uma das cidades que mais possui helicópteros no mundo. Estes escapam dos congestionamentos, embora, nem sempre escapem das tempestades. Os 33 mil taxis com mais de 2 mil pontos que rodam na capital e os outros 20 mil da região metropolitana, atendem o pessoal de melhor renda, mas também sofrem com os congestionamentos diários. Os 15 mil ônibus urbanos com suas 1.333 linhas da capital e outras tantas da região metropolitana sofrem atrasos diários.
Segundo o estudo "Carências do Transporte na Região Metropolitana de São Paulo", as viagens na região apresentam na média "33 minutos de acréscimo aos tempos ideais". Mas há muitos casos que a carência é superior: um trajeto entre a Vila Mariana e o Jaraguá, aqui próximo de Osasco, leva 169 minutos, quando o tempo ideal é de 78 minutos. O acréscimo é de uma hora e meia. Apesar dos elevados, dos túneis, das grandes avenidas a questão do transporte é complexa e de difícil solução.
O jornalista Lourival Sant´ana, no domingo, 17/01/2010, no jornal "O Estado de São Paulo" escreveu na reportagem sobre o transporte na cidade: "não há transporte público nem sistema viário que comportem uma população de 11 milhões de habitantes – para não falar dos outros 9 milhões da região metropolitana – cruzando a cidade em busca de trabalho, ensino, saúde, consumo e lazer. .... em São Paulo (capital) há 6,5 milhões de usuários de ônibus que realizam 11 milhões de viagens por dia, além de quatro milhões a bordo do metrô e 2 milhões de trem, e dos 6 milhões de automóveis registrados na cidade". Se acrescentar nestes itens as outras cidades da região metropolitana pode-se verificar a dimensão dos problemas de transporte desta região.
O jornalista destaca que a questão de fundo, estrutural, é a separação entre os locais de trabalho e os locais de moradia, o desequilíbrio na distribuição dos empregos e dos moradores nos bairros. Por exemplo, a Sé-Centro tem 20 mil moradores para 257 mil empregos; Itaquera tem 201 mil habitantes e 17 mil empregados na área. Se houvesse mais gente morando na Sé e mais empresas em Itaquera a questão seria diferente: os deslocamentos de pessoas seriam bem menor.
A política de transporte deve priorizar o transporte coletivo e de massas, a valorização do transporte sobre trilhos (trem e metrô), integração entre metrô, ônibus e trem, uma nova política de uso do solo urbano e planejamento urbanístico, controle ambiental, etc.
• ÚLTIMAS COLUNAS
E quando chegar o amanhã?
Os professores e o abono do Fundef
A escola, o professor e a familia
O orçamento e as desigualdades sociais
As mudanças climáticas e as desigualdades internacionais
As mulheres e as mudanças climáticas
O meio ambiente e o desenvolvimento sustentável
As Desigualdades Sociais e a Semana da Consciência Negra
As Desigualdades Sociais e os Direitos das Mulheres
Gestão e Institucionalidade da Cultura
A 2ª Conferência Municipal de Cultura
Reforma urbana já !
"Programa de Apoio aos Professores"
Encontro de Bairros
Outras notícias de educação
Outras notícias de educação
Painel da Semana da Independência
Considerações sobre a Independência
Salários da Casa Branca x salários da Prefeitura de São Paulo
É possível o Brasil crescer mais?
Transparência dos Gastos Públicos
Agenda 21 da
Cultura em Osasco
Gestão Democrática da Cultura
Democratização da Cultura?
Grandes Valores
A Questão da saúde pública
|