E quando chegar o amanhã?
Haiti 1 – A Revolução dos escravos de 1791 á 1804
Em sintonia com as idéias da revolução francesa, o escravo Toussaint L'ouverture, símbolo internacional da luta abolicionista, liderou um grupo de escravos e venceu uma invasão espanhola, uma inglesa e derrotou a expedição francesa enviada por Napoleão. O resultado da revolta dos escravos foi a independência do Haiti em 1804. O País foi isolado e passou a ser visto como inimigo de todos os regimes coloniais e escravistas das Américas que temiam o contágio abolicionista.
Haiti 2 – O papel dos chamados "Civilizados"
O Haiti, como colônia da França produzia muito café, madeira e principalmente cana. No século XVII era o maior produtor de café e açúcar. As guerras da Independência e o isolamento que se seguiu, pôs em crise o açúcar haitiano. O desmatamento colonial foi violento. A França só reconheceu a Independência do Haiti em 1825 após o pagamento de compensações financeiras que levou 100 anos para quitar.
Thomas Jefferson, um dos fundadores e Presidente dos Estados Unidos, era contra a escravidão, mas proprietário de escravos. Ele ofereceu ajuda à França para restaurar o domínio colonial no Haiti. Este foi ocupado pelos Estados Unidos de 1915 à 1934.
Haiti 3 – Ditadura Sanguinária
O médico sanitarista François Duvalier (Papa Doc – papai doutor) com pós-graduação nos Estados Unidos, em 1957 inicia o período de uma ditadura implacável que vai até 1986, com seu filho. Como conseqüência houve 30 mil mortos, 15 mil desaparecidos, uma pobreza extrema e mais de 100 mil refugiados para os Estados Unidos, Canadá e França. Os Estados Unidos o apoiaram como contrapeso ao líder Cubano Fidel Castro vizinho do mar do Caribe.
Haiti 4 – E quando chegar o amanhã?
Do escritor e jornalista Leonardo Padura: "A fúria da natureza nos lembrou que o Haiti existe. Oxalá, amanhã, quando as tragédias sair das manchetes dos jornais e dos proclamas dos organismos internacionais, quando estes mortos de hoje houverem sido sepultados, não nos esqueçamos que o Haiti continuará existindo, pobre e miserável, e sua gente continuará morrendo se não mudar o destino trágico que um mundo ingrato ofereceu aqueles escravos que lutavam pela liberdade, igualdade e fraternidade entre os homens". – (Caderno Aliás – O Estado de São Paulo de 17/01/2010).
Haiti 5 – O Terremoto abre uma oportunidade?
O professor haitiano Robert Fatton, da Universidade da Virginia - Estados Unidos, autor do livro: "A República predatória do Haiti: a transição sem fim para a democracia", disse na "Folha de São Paulo" (18/01/10): "O terremoto pode ser um desastre completo ou uma oportunidade para mudar algo. O fato de que todos os haitianos estão diante da catástrofe pode levar a um contrato social diferente numa sociedade muito dividida".
Haiti 6 – Viva a solidariedade!
Apesar da dor e do sofrimento pela perda de vidas humanas, da mutilação de corpos, a solidariedade de tantos abnegados é uma esperança de um mundo melhor: Dra. Zilda Arns Neumann, os soldados brasileiros e de outros países em missão de paz, os doadores de todas as partes do mundo, os haitianos e as ONGs solidárias. A vida e a esperança continuam.
• ÚLTIMAS COLUNAS
Os professores e o abono do Fundef
A escola, o professor e a familia
O orçamento e as desigualdades sociais
As mudanças climáticas e as desigualdades internacionais
As mulheres e as mudanças climáticas
O meio ambiente e o desenvolvimento sustentável
As Desigualdades Sociais e a Semana da Consciência Negra
As Desigualdades Sociais e os Direitos das Mulheres
Gestão e Institucionalidade da Cultura
A 2ª Conferência Municipal de Cultura
Reforma urbana já !
"Programa de Apoio aos Professores"
Encontro de Bairros
Outras notícias de educação
Outras notícias de educação
Painel da Semana da Independência
Considerações sobre a Independência
Salários da Casa Branca x salários da Prefeitura de São Paulo
É possível o Brasil crescer mais?
Transparência dos Gastos Públicos
Agenda 21 da
Cultura em Osasco
Gestão Democrática da Cultura
Democratização da Cultura?
Grandes Valores
A Questão da saúde pública
|