Respeite-a! Está logo abaixo de seus pés
O choque desta semana, para quem acompanhou os jornais, noticiários e rádios, até mesmo ouvindo comentários, foi o grande terremoto no Haiti, matando milhares de pessoas e causando desastres incalculáveis.
O abalo foi de magnitude 7, mas para entender melhor, deixe-me explicar sobre essa escala. Ela se chama escala Richter, e é a medida usada para denominar a intensidade dos terremotos. Foi inventada pelos sismógrafos Beno Gutenberg e Charles Francis Richter, que na Califórnia estudavam os abalos e deram a eles uma escala de 0 a 9 graus de acordo com a extensão do movimento do solo.
Portanto, vamos dizer que aqui no Brasil, por exemplo, haja um terremoto de magnitude 2,0. Então você pode continuar sentado calmamente, pois provavelmente não o sentiria!
Acontecem aproximadamente 8 mil desses por dia em todo o mundo e são tão insignificantes que mal são registrados. Inclusive, por ano, há cerca de 300 mil tremores no planeta e em sua maioria não representam perigo.
Porém, e que Deus nos livre e guarde, se houver um de magnitude 9,0 então sugiro que comece a pensar em uma nova moradia longe do epicentro, pois este devasta zonas num raio de milhares de quilômetros! É estimado que aconteça 1 a cada 20 anos, mas a maioria não está em áreas onde haja população.
No Chile, na cidade de Valdivia, no ano de 1960 ocorreu um terremoto de escala 9,5, foi o maior já registrado na história, inclusive gerou até um tsumani que atingiu o litoral das ilhas do Havaí.
É como se por baixo da terra do planeta inteiro, houvesse enormes placas que constantemente se mexem, às vezes mais, às vezes menos. O atrito entre elas provoca a maior parte dos terremotos. No caso do Haiti, foram as placas do caribe e a placa norte-americana que ficam logo abaixo do país, que com o atrito provocaram o desastre.
Não é por maldade, mas eu acho que é a mãe terra mostrando, mais uma vez, o quanto somos suscetíveis à sua vontade, por mais que possamos pensar que somos donos dela.
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