Osasco,

 

Lance Livre
Luís Marcelo Bigatto

O futebol está cada vez mais chato

Hoje na coluna Lance Livre, participação especial de Hugo Botelho, narrador esportivo da rádio 105 FM e também da TV Terra.
Houve um tempo, bem remoto, em que os jogadores eram e podiam ser espontâneos. Era comum na semana que antecedia um grande clássico ou uma partida decisiva, insultos dos dois lados. Alguns destaques dos times faziam apostas e com elas contribuiam com entidades beneficentes, etc.
O Santos divulgou uma "cartilha" que reza o que os seus jogadores podem e não podem fazer. Conceder entrevista e falar sobre religião não pode. E se o entrevistador formular uma pergunta sobre o assunto?
Fazer um gol e comemorar tirando a camisa não pode. Segundo o presidente do clube Luis Álvaro, este é o "momento mais glorioso da partida" e esconde a marca do patrocinador e o escudo do clube. Ele não deixa de ter razão quando cita o patrocinador, afinal este paga para ter sua marca estampada na camisa de um clube. Agora, esconder o escudo...
Hoje, as entrevistas são enfadonhas. Os jogadores, em sua maioria, falam sempre as mesmas coisas. Túlio, Romário, Edmundo, Marcelinho, Vampeta( este então!), Marcos, Rogério Ceni, Viola, só para citar jogadores mais recentes faziam a diferença - alguns ainda fazem - dentro e fora de campo. Era e é bom ouvir as entrevistas deles. Saem sempre da mesmice.
O Santos bem que poderia na "cartilha" proibir os jogadores de conceder entrevistas. Ou quem sabe de repetir sempre as mesmas frases. Que tal a assessoria de imprensa do clube gravar as entrevistas e depois exibí-las aos seus jogadores mostrando o que eles não podem falar mais dali pra frente?
Em relação às comemorações eu sugiro aos jogadores que combinem mais ou menos assim: gol. Vamos todos ficar calados, sem um abraço sequer e rapidamente vamos retornar ao nosso campo de defesa para que o jogo recomece. A torcida bem que poderia se comportar de forma diferente também. Gol! Todos quietos, batem palmas e só.
Tá bom demais.
Se é pra ser chato, que seja de verdade.

Barueri vai mandar jogos do Paulistão em Prudente

O Grêmio Barueri está de saída da cidade da Grande São Paulo e o primeiro passo acontece já no Campeonato Paulista. A diretoria do clube concretizou acordo com a Prefeitura de Presidente Prudente e o Barueri passa a mandar os jogos no interior de São Paulo.
O clube que era uma ONG se transformou em empresa e após desentendimento político entre o presidente do Barueri Walter Sanches com o prefeito da cidade Rubens Furlan, a relação ficou praticamente insustentável. Resultando na saída iminente do clube da cidade.
A tendência é que o time passe a estampar o nome da cidade de Presidente Prudente, nome do município que está oferecendo toda a estrutura para a que a equipe se instale. Tudo isso após o trâmite burocrático para a transferência de nome.
Isso prova que o futebol está em um caminho muito perigoso, times tomados por empresários com participação direta do poder público, ou será que a Prefeitura de Presidente Prudente não tem outras atribuições mais importantes do que ajudar um time de futebol? Será que a cidade de Presidente Prudente não passa por nenhum tipo de problema para assim poder torrar o dinheiro do seu contribuinte com o futebol?

 

 

 

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