br

 

Osasco,

 

Eu acho que...
Fátima Baltazar


Reflexo de minha curiosidade

Esta semana estava lendo um livro que contava uma historia policial. Para desvendar uma pista, o detetive precisou decifrar algumas palavras confusas que estavam em um papel, para isso, ele olhou o papel pelo reflexo de um espelho, desvendando o mistério. Terminando de ler, fiquei curiosa sobre a história deste curioso objeto, portanto, esta semana, falarei sobre o espelho.
O espelho é feito basicamente de uma camada fina de prata, amálgama de estanho ou alumínio que é depositado quimicamente sobre uma lamina de vidro, e atrás é colocada uma substância protetora, claro que no início não era assim.
O ser humano viu seu reflexo pela primeira vez na água, afinal não existiam metais polidos o bastante para isso. Quando os povos antigos, da atual região do Irã, passaram a usar areia para polir metais, estes refletiam apenas o contorno das formas, nada muito nítido. Os antigos egípcios usavam espelhos de cobre, e chegaram a construir espelhos de prata polida também, porém escureciam rapidamente devido ao ambiente e precisavam ser constantemente polidos.
Os espelhos eram usados para predizer o futuro, se um espelho quebrasse durante a leitura, a pessoa estaria amaldiçoada. A imagem de uma pessoa refletida em um espelho bom significava que a pessoa tinha boa saúde, se fosse refletido por um espelho quebrado, significava que a pessoa iria contrair alguma doença.
Mas não foi daí que surgiu a superstição do espelho quebrado e sete anos de azar. Na Idade média, os senhores de grandes posses difundiram essa lenda para que seus servos fossem muito cuidadosos com os espelhos, pois sua fabricação era difícil. Em Veneza se produziam espelhos, que eram mais caros que navios de guerra ou pinturas de gênios da renascença, eram os famosos espelhos Venezianos, com molduras muito elegantes.
No começo de 1660, o rei francês Luis XIV, ordenou que um de seus ministros subornasse um artesão veneziano para obter seus segredos, o resultado pode ser visto no palácio de Versalhes, onde há a sala dos espelhos. Há tantos espelhos lindos, em todo canto, que não só dá a impressão que a sala é muito maior, como também que há o triplo de pessoas nela.
Com a revolução industrial, o processo de fabricação ficou muito mais barato, e o preço caiu! E eu acho que mesmo com toda a explicação científica sobre como letras e números são invertidos no reflexo deste objeto, há sempre quem o achará místico e irá “refletir”: Espelho, espelho meu...?

• ÚLTIMA COLUNA

A cor, a vida e a luta

O último, porém o mais importante monstro da noite

Na lua cheia! Tu queres?

Contos de bruxa

Alimente essa ideia, pense nisso

Mais que uma história bonita

Para o bom entendedor, meia palavra basta!

Quatro vezes nossa pátria!

A bandeira: A nossa obra de arte...

Muita chuva para poucas páginas

Não apenas uma música, mas nossa música!

Inconquistável, mas certamente memorável

Tradições, crenças e lendas na história

Um pouco de sorte na história

O patriarca nas páginas da história e de nossa vida

De um arbustro, caindo na história

Quatro patas e um latido na história

Para que se escreva a história

Todos levados pela história