Osasco,

 

Check-Up
Antonio Júlio Baltazar

ESTOU no meio do rádio esportivo há quase 40 anos, portanto, ja vivi vários momentos em estádios de futebol, onde notei atitudes das mais tresloucadas de torcedores. São na maioria jovens, ávidos por qualquer tipo de motivação para poderem exercitar sua fogosidade.
SEM dúvida o futebol é movido pela paixão. Quando exacerbada, certamente extrapola as raias do bom senso, dai observamos especialmente pela televisão cenas dantescas e arrepiantes, onde há de tudo, menos o bom senso que tem que imperar nestas horas de enorme aflição.
O que vimos neste último final de semana em Curitiba, no Estádio Couto Pereira, onde estava sendo disputada uma vaga para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol entre Coritiba e Fluminense, após o apito final houve de tudo e mais um pouco. A torcida uniformizada do Coritiba invadiu o gramado e houve um duro afrontamento com a polícia militar, com vários feridos de ambos os lados.
NUNCA vi nada parecido. Parte do estádio foi literalmente destruído. Cenas de uma guerra em campo aberto. Olha que a cidade de Curitiba é considerada uma das cidades modelo do Brasil. Não entendi o porque deste tipo de comportamento da nossa juventude.
NO Rio de Janeiro, logo após a conquista do título de campeão pelo Flamengo, nas ruas fronteiriças do Estádio do Maracanã, entre os próprios torcedores do Flamengo aconteceu uma enorme pancadaria. Bens públicos sendo delapidados, carros com seus vidros espatifados, enfim uma loucura.
NESTE domingo estava trabalhando com a Equipe Furacão na cidade de Presidente Prudente, quase 600 quilômetros da capital, na transmissão do jogo entre Grêmio Barueri x Atlético do Paraná. Cheguei bem cedo no estádio apelidado de Prudentão, grande com capacidade para mais de 40 mil torcedores.
AO chegar no estádio, que fica bem longe do centro da cidade, aliás fica numa invernada, onde ao seu redor é apenas mato com poucas construções, por volta das 15 horas, portanto duas horas antes do jogo, estava admirando na mureta do estádio alguns torcedores chegando e o grande aparato policial que por ali estava do lado de fora.
HAVIA de tudo no policiamento, desde cavalaria até cachorros da polícia especializados em detectar drogas e enfrentamentos em casos especiais. Estava tudo na maior calmaria, até pensei para que tanta polícia para um jogo entre Barueri e Atlético do Paranaá, praticamente não valendo nada, mas é melhor ter demais do que menos no caso de uma necessidade.
NUM determinado momento, mais ou menos uns cem metros, bem acima da invernada onde admirava alguns pássaros, especialmente as tesourinhas com seus rabos longos e acrobáticos, chegam dois ônibus de Curitiba trazendo jovens torcedores atleticanos, com suas bandeiras e instrumentos musicais tradicionais.
TODOS desceram lentamente, se agruparam e começaram a gritar ATLÉTICO e outras frases próprias de torcedores. Eram mais ou menos 70 a 80 torcedores. O engraçado é que a cavalaria, para mostrar serviço foi dar apoio aos torcedores que começaram a descer a invernada com mato e muitos cupins...aí começou a guerra diferente e inusitada, pois na minha longa carreira jamais havia visto algo parecido.
ACHO que alguns torcedores pisaram nos ninhos das abelhas grandes e peludas chamadas de MAMANGABAS que nidificam em moitas de capins. Ao serem importunadas, perturbadas e agredidas, saíram em defesa da colméia. Tudo que estava na frente recebia um ferrão, até mesmo um cavalo ao ser picado, jogou seu condutor ao chão, foi por demais hilariante.
IMAGINE meu amigo o quadro diante dos meus olhos: polícia militar com seus cavalos treinados, mais de 70 torcedores que não tinham medo de nada correndo pelo mato afora e todos se protegendo com bandeiras, agasalhos, toalhas e outras coisas mais, e claro especialmente com as mãos levadas ao rosto.
COMO a invernada é íngreme, a maioria foi caindo e servindo de obstáculo para os demais. Uma gritaria de dor tomou conta entre a garotada que não esperava enfrentar aquele tipo de inimigo: pequeno, feroz e com um ferrão cuja picada fazia qualquer um notar que a vida é dolorida mesmo.
É claro que da minha posiçãol de observador tive a visão de um espetáculo inédito e inusitado. Uma experiente torcida, acompanhada por policiais da cavalaria, sucumbiram diante das terríveis MAMANGABAS um verdadeiro terror do Estádio de Presidente Prudente. Dessa eu não vou esquecer jamais...pois enquanto a batalha de Curitiba foi sangrenta, esta de Presidente Prudente foi ecológica regada a abelhas.
O prefeito Rubens Furlan vai construir brevemente a Casa da Mulher de Barueri, que será referência para todo o Brasil em nível de prestação de serviços e principalmente, no sentido de melhorar em todos os aspectos a vida da mulher no município tão vanguardeiro como Barueri.
GOSTEI de ver o prefeito Emidio Pereira de Souza presente na final do Campeonato Paulista de Vôlei Feminino na quadra do Pinheiros. Infelizmente Osasco não conseguiu o título mas a torcida do prefeito foi bem notada, especialmente para quem estava assistindo a decisão pela televisão.
A partir do próximo dia 01 de janeiro, a Equipe Furacão estará na Rádio Terra AM 1330 KHz nas transmissões esportivas e com seu tradicional programa esportivo Furacão nos Esportes, das 17 às 18 horas, sempre ancorado pelo Toni Marchetti. Aguarde novidades com a Copa do Mundo. Um abraço a todos...

 

 

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