Quando o cidadão vira o bobo da vez
Conheço uma pessoa que passou por um problema em função de uma transição e fusão empresarial. Você também deve conhecer uma ou mais pessoas que já atravessaram situação parecida. Sempre é o cidadão o prejudicado e isto é incompreensível. Principalmente quando este é cliente da empresa em questão e se sente prejudicado por suas ações. Se nossas leis fossem mais sérias não permitiriam que estas coisas acontecessem.
Está em moda nos últimos anos falar de relacionamento com o cliente e em fidelização, mas algumas práticas acabam colocando por terra qualquer tipo de tentativa de estreitar as relações com seus consumidores. Quando em uma manobra de fusão ou parceria o cliente se sente prejudicado, nada é mais danoso. Acaba a confiança e a relação provavelmente está muito próxima do fim. É igual a um casamento, se a confiança acaba, as coisas já não fluem como antigamente e não é mais possível uma união estável e harmoniosa. Muitas empresas parecem tratar os clientes como apenas números gordurosos em seus balancetes financeiros. Nada mais são do que lucro. É uma ganância em que o ser humano é colocado em último lugar, não possui prioridade nenhuma. Vamos aos fatos que me deixam inconformados.
Conheço uma pessoa e vou ocultar sua identidade. Há cerca de um ano resolveu mudar de plano de saúde. Possuia um plano da Dix que não dava direito de atendimento no renomado Delboni Auriemo, mas atendia no consultório do seu ginecologista preferido. Acabou mudando na época para um plano que julgava melhor da Medial Saúde, pois atendia no respectivo laboratório, apesar de perder o atendimento de seu antigo médico que não mais fazia pelo novo. Há dois meses seu novo plano teve simplesmente um reajuste de 30% passando de cerca de R$ 156,00 para R$ 205,00. Até aí, apesar de achar totalmente fora da realidade brasileira, o reajuste foi engolido pela mesma já que está grávida e necessitando muito do convênio para realizar diversas consultas e exames.
Na última semana a situação se agravou, pois em função da aquisição da Medial Saúde pela Amil ter acontecido, seu plano de saúde simplesmente deixou de atender no laboratório Delboni Auriemo. Não sei se lembram, mas o único motivo pelo qual mudou de plano era pelo laboratório e ainda perdeu o atendimento de seu médico preferido. Após muitos contatos ficou sabendo que a situação será esta mesma e terá que se sujeitar ao atendimento que for oferecido, sem alternativa nenhuma de mudança e terá que esperar até o fim da gravidez para fazer qualquer tipo de mudança no plano. As empresas fazem seus clientes de palhaço e os mesmos precisam se sujeitar a isto.
Em dois meses houve um aumento de mais de 30% no valor mensal do plano e o usuário ainda tem seus serviços rebaixados em relação ao anterior. Ou seja, você paga mais para ter menos e ainda não tem nenhum direito de reclamar ou mudar de plano por que está em um período que devia ser considerado maravilhoso de gestação de um filho, e, na verdade é tratado como um problema pelas empresas de saúde.
O cidadão devia sair todos os dias com um nariz de palhaço pelas ruas porque fazem dele o bobo da vez. Este é o país dos impostos como diria um famoso radialista.
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