Osasco,

 

Fatos & Idéias
Mário Luiz Guide

 

As Desigualdades Sociais e os Direitos das Mulheres

No sábado que passou, o PSB de Osasco e Região recebeu em Osasco a visita da deputada federal Luiza Erundina. Era um encontro para debater os direitos das mulheres, as mulheres e o poder, etc.
A luta pela igualdade de direitos, pela igualdade de oportunidades é uma característica essencial e básica da luta socialista, da luta democrática e da luta popular.
No caso brasileiro a situação é difícil dada a profunda desigualdade da sociedade.
Em 182 países pesquisados pela ONU, o Brasil é o 7º país mais desigual do mundo.
Apenas 10% dos brasileiros ficam com 75% da riqueza nacional. Só 1% dos proprietários rurais ficam com quase 50% das terras agricultáveis.
Nos últimos anos houve uma transferência de renda dos setores produtivos, dos setores assalariados e dos setores públicos para o sistema bancário, financeiro.
Enquanto os programas sociais do governo federal atendendo quase 50 milhões de pessoas transferem 0,5% do PIB - Produto Interno Bruto para os setores carentes, são transferidos 6% do PIB, por ano, para o setor financeiro. Além da desigualdade de renda através das altas taxas de juros, da desigualdade regional, da desigualdade étnica, a desigualdade de gênero (sexo) está muito presente. E as desigualdades se superpõem, combinam-se. Se a pessoa é mulher, pobre, negra, nordestina vai ter mais dificuldade do que a pessoa que é homem, rico, branco e gaúcho.
Luiza Erundina expôs sua condição de mulher nordestina de família pobre e sua luta contra os preconceitos sociais, machistas e patriarcais.
A luta pelos direitos das mulheres baseava-se no princípio segundo o qual deve-se tratar de forma igual os iguais. Homens e mulheres são seres humanos, com diferenças biológicas, mas com direitos individuais e sociais iguais.
Mas quando se trata da questão do poder político, da participação da mulher na política, as desigualdades se acentuam. Neste caso, é necessário tratar de forma desigual os desiguais. A realidade é que há uma desigualdade muito grande de participação da mulher na esfera do poder, tanto político quanto no comando das grandes empresas.
Por isto é necessário a lei que garante no mínimo 30% de vagas nas chapas de vereadores e deputados federais e estaduais: nenhuma destas chapas pode ter mais que 70% de um mesmo sexo.
No "Relatório Índice de Desigualdade Entre Gêneros", do Fórum Econômico Mundial entre 134 países, o Brasil ocupa o 82º lugar. Os países com forte presença das correntes socialistas democráticas ocupam os primeiros lugares: Islândia, Finlândia, Noruega, Suécia, etc.
Mudar leis já é difícil. Muito mais difícil é mudar hábitos e comportamentos. A luta para uma maior igualdade entre homens e mulheres será longa, difícil e prolongada.

 

 

 

 

 

 

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