Osasco,

 

Check-Up
Antonio Júlio Baltazar

POR força de meu trabalho no rádio esportivo, ultimamente tenho alugado muitos carros em capitais onde tenho que transmitir os jogos do Grêmio Barueri. Via de regra, esta operação tenho feito nos aeroportos, onde retiro e entrego o veículo.

É uma operação muito ágil e fácil. Em menos de vinte minutos, você está com o carro na mão. Além de ser prático e racional, o preço compensa o gasto no caso de você optar em usar apenas táxis.

NO meu caso, uso táxi do aeroporto para o hotel, em seguida para o estádio onde vou trabalhar, depois do jogo mais um táxi do estádio para o hotel, às vezes passamos por um restaurante e finalmente, do hotel para o aeroporto.

NA ponta do lápis, a locação de um veículo além de ser racional é mais barato, o detalhe é que tudo está no seguro, caso haja algum acidente ou coisa parecida. Tenho gasto em 24 horas o total aproximado de R$ 100,00 e mais um pouco de combustível, que totaliza algo em torno de 120 reais.

COM um bom mapa da cidade na mão, não há problema em se deslocar daqui pra lá, especialmente se conhecemos um pouco a cidade. São carros bem conservados com todo conforto e no balcão é fundamental que tenha a sua carta de motorista e um cartão de crédito.

MAS, nem tudo é maravilha quando falamos em alugar um carro especialmente se o lugar for por exemplo, a Coréia do Sul, como aconteceu na Copa do Mundo de 2002, na cidade de Ulsan onde a Seleção do Brasil realizou seus preparativos antes dos jogos.

IMAGINE um lugar onde ninguém fala seu idioma, onde não se entende nenhum sinal de trânsito, e, pra complicar ainda mais a mão é inglesa, ou seja, é tudo do lado contrário do nosso. Bem, a encrenca começa na hora em que você deseja alugar um veículo naquelas bandas.

QUANDO chegamos em Ulsan (600 km da capital Seul) fomos providenciar o nosso credenciamento, cuja operação é rápida e segura. Faz parte deste credenciamento o aluguel de um celular coreano e junto acompanha um cartão com aproximadamente 10 números de telefones.

ESTES números que constam no cartão são de pessoas voluntárias que falam mais ou menos os idiomas espanhol e português, e estão sempre à disposição para serem os nossos “anjos da guarda”. A coisa funciona mais ou menos assim:

NA loja de locação de carros a funcionária coreana não entendia bulhufas e nós muitos menos do que ela dizia. Uma falando coreano e nós da Equipe Furacão falando português. A partir de então, inicia-se uma operação triangular. O que queremos falamos no celular que constava no cartão em português, em seguida passávamos o aparelho do telefone para a funcionária que falava em coreano e assim por diante, ufa! ó coisa complicada... mas é assim que funciona.

POR lá exigem tudo e mais um pouco, a começar por uma carta de motorista internacional que deve ser obtida aqui no Brasil, vários e vários papéis em coreano que devem ser assinados, ainda que nós não entendessemos nada. Depois de algumas horas de alta burocracia coreana, saimos garbosamente eu e o Marchetti com um veículo que sequer a marca nós sabíamos.

O mais engraçado era o mapa que estava no porta-luvas: todo escrito em coreano, ou seja, “risquinhos” entrelaçados de todo jeito e não se conseguia decodificar absolutamente nada. A partir de então era o que dizemos no Brasil, seja o que Deus quiser e sempre com o famoso jeitinho brasileiro fomos à luta.

A cidade de Ulsan é toda igual. Com 1 milhão de habitantes repleta de indústrias e avenidas congestionadas. A nossa sorte, é que perto do nosso hotel havia uma enorme roda-gigante montada num shopping, e quando nos víamos perdidos era só tentar localizar a roda-gigante, que passou a ser nossa grande referência.

NAS estradas, por sinal boas demais, era uma encrenca danada quando nos víamos perdidos. Imagine que tão pouco poderíamos perguntar pois ninguém falava o nosso idioma. Às vezes usava um recurso de escrever bem grande a cidade em que estava procurando e mostrava aos coreanos, que sempre tinham muita paciência com todos nós.

LEMBRO que distraidamente quando perguntava a um motorista coreano a direção que teria que seguir, joguei no chão um papel de bala. Pois o motorista desceu do seu veículo e foi apanhar o papel de bala e a jogou no lixo de seu carro, esta lição nunca mais esqueci... foi como se tivesse levado um tapa na cara.

ASSIM meus amigos, alugar um carro, especialmente no exterior é estar preparado para fortes emoções, mas confesso que prefiro mil vezes em alugar um veículo a usar táxis para baixo e para cima, mas estejam preparados pois gostosas gargalhadas estarão por vir...

NO Check-Up da semana passada, usei indevidamente o sobrenome do “dançarino” osasquense e quero reparar, o seu sobrenome é Kamalakian. Tá feito o reparo. Um alô aos amigos do programa “Bom Dia Barueri”, de segunda a sexta na Rádio Iguatemi das 8 às 9 horas, repleto de informações e prestação de serviços. A moçada está afiada...parabéns!

NESTE domingo a partir das 18 horas, estarei com a Equipe Furacão da Rádio Iguatemi AM 1370 KHz, transmitindo o jogo direto da Arena Barueri entre Grêmio Barueri e Inter de Porto Alegre, com Adriano Zini, Toni Marchetti e este amigo. Até lá nos 1370 KHz da Rádio Iguatemi.

 

 


 

 

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