Osasco,

 

Eu acho que...
Fátima Baltazar


Contos de bruxa

Semana passada eu falei sobre o Jack cabeça de abóbora, e esta semana, como prometido, lhes trago algo sobre as bruxas! Um dos “símbolos” mais populares da festa de Halloween. Vamos começar da origem histórica das bruxas. A palavra Bruxa é traduzida do inglês arcaico, da palavra Wicca, que por sua vez tem suas raízes indo-europeias, vindo de “Wikk” que significa magia ou feitiçaria. Wicca também é usado para denominar a religião onde se pratica a bruxaria.
As raízes da feitiçaria se encontram há aproximadamente 25.000 a.C.. Período em que o homem vivia de sua caça e colheita da terra. Também período de muitas descobertas no mundo, tudo era novo e muitas vezes assustador, como o trovão, o sol, a lua. Logo veio o hábito de reverenciar e respeitar essas forças tão apavorantes, então essas “forças” tomaram, para o homem, a ideia de Deuses. Um dos primeiros deuses foi o “Deus de Chifres”. Afinal era da caça de animais com chifres (cervos, bisões, etc) que vinha o alimento, peles para vestir, chifre e ossos para fazer instrumentos em geral.
Os rituais para reverenciar esse Deus também foram aparecendo, assim como as pessoas especificas em cada clã que entendiam mais do assunto e tratavam especificamente de fazer “contato” com as forças da natureza, procurando sua benevolência. Eram os primeiros sacerdotes.
Um dos maiores mistérios da época foi à mulher, que com o passar das luas e a convivência entre homens e mulheres a barriga da mulher crescia até que dela saia um novo membro da tribo, que era no começo pequeno, mas crescia também. Ela também podia sangrar em certos períodos e continuar vivendo além de que também alimentava seus filhos com o leite de seu corpo.
Todos esses fatos fizeram surgir uma Deusa da fertilidade, uma “Grande mãe” que se tornara a grande Deusa da religião Wicca. Essa figura da mulher continuou a aparecer em inúmeras culturas pela história durante o tempo até hoje, por exemplo, temos no cristianismo Maria, mãe de Deus. E por falar em cristianismo, quando este chegou, não foi aceito de imediato, e antigos cultos já existentes passaram a ser chamados de “pagãos”.
A partir daí diversos fatos, como ordens de Papas e outras autoridades religiosas para destruir templos antigos e construir novas igrejas, foram ocorrendo, a antiga religião começava a ser aos poucos apagada. A maior prova disso é que o antigo “Deus Chifrudo” se tornou o maior vilão do cristianismo, o próprio Diabo. Junto com esse Deus, os próprios seguidores também se tornaram adoradores do demônio. Começava ai uma das piores épocas para as mulheres, a época em que foi criada o “Tribunal de Santa Inquisição” feita pela igreja para caçar os pecadores e torturá-los de forma extremamente brutal para que confessassem seus crimes contra Deus e a igreja. Especialmente para mulheres, bastava uma simples acusação sem qualquer evidência e a fogueira era o caminho da acusada.
Hoje a religião Wicca, ou seja, a bruxaria ainda vive para quem deseja seguir os antigos cultos à natureza, sobreviveu através de seus membros escondidos que mais uma vez na atualidade democrática que vivemos no Brasil e em diversos lugares tem a oportunidade de cultuar seus Deuses pacificamente! Além de permanecerem no dia das bruxas como uma das fantasias mais populares. Não perca semana que vem quando falarei sobre o lobisomem!


 

 

 

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