Osasco,

 

Espelho Mágico
Eduardo Dias

Novelas das 19 horas, uma discussão a parte

Inúmeros telespectadores afirmam que não aguentam assistir as novelas das 19 horas(que ultimamente são apresentadas na faixa das 19h20), pois os autores exageram nas cenas de humor e elas viram meios para os atores brincarem nas suas construções de personagens. Outros destacam que depois de Ivany Ribeiro e Cassiano Gábus Mendes, as novelas não são as mesmas, não tem aquele tom leve de comédia romântica. Polêmicas a parte, é bem verdade que o estilo de Cassiano Gábus Mendes e seu humor leve com novelas como “As Locomotivas”, “Marrom Glacê”, “Que Rei Sou Eu?”, “Plumas & Paetês” e tantas outras , conseguia brincar com os temas sem cair no exagero, pois mantinha um tom central e os outros núcleos serviam para movimentar e ampliar o tema central, bem distante das teletramas atuais que valorizam todos os núcelos, criando dramas e comédias a todos eles. No caso de Ivany Ribeiro, a temática sempre tinha uma discussão como espiritualidade (A Viagem) e a sobrevivência de um grupo de teatro (hipertensão), mas afinal de contas, novelas como “Caras & Bocas” e “Beleza Pura” ( da saudosa Andrea Maltarolli) não agradaram o público? O público também não gostou de novelas como “Cambalacho”, “Sassaricando” e “Deus nos Acuda”, de Silvio de Abreu? Por que esse horário é sempre problemático à cúpula global? Talvez porque o telespectador tenha necessidade de assistir histórias densas, as tão chamadas “novelonas”, com muito gancho dramático e muitas histórias a ser desenvolvidas. De fato, inúmeros telespectadores podem não estar gostando das aventuras do macaco Chico e sua arte em pintar quadros, mas estou gostando da crítica que Walcyr Carrasco está fazendo ao universo das pinturas e ateliês, pois tudo hoje em dia é arte, e nós, mortais que transitam por esse universo, muitas vezes ficamos confusos com tantas estéticas, tantas interpretações e referências. “Caras & Bocas” e “Beleza Pura’ vieram com outras propostas, não a de comédia de situações, tão bem trabalhada por Cassiano Gábus Mendes, muito menos o humor rasgado de Carlos Lombardi (Pé na Jaca, Quatro por Quatro, Kubanacan, Bebê a Bordo e tantos outros), mas a comédia de personagens, na qual os personagens brincam com o público, criando uma estética de programa de humor, gerando até uma previsibilidade no público. Todo mundo sabia o que Rackelli (Isis Valverde) diria em relação a Luciano Hulk, todo mundo sabe o que Bianca diz quando está em uma situação limite, normalmente, É a Treva”. Essa discussão sobre a estética das novelas das 19 horas é longa e a gente vai voltar a esse tema brevemente. Até o próximo “Espelho Mágico”.






 

 

ÚLTIMAS COLUNAS

Cama de Gato, um folhetim na tela global

Rede Globo e as novidades que vem por ai

R7, uma nova conquista da Rede Record

Teledramaturgia, como entender suas novas diretrizes?

Os rumos do humorístico Toma Lá Dá Cá

Um ponto final para Caminho das Índias

Angélica e suas estrelas,a melhor atração  global dos sábados

Vivemos no mundo dos Realitys ?

Bela, a Feia, um questionamento para a Rede Record

Manhã Gazeta, um programa comandado por Claudete Troiano e Ione Borges

Tv Cultura e o retorno aos velhos tempos

Caras & Bocas, uma dinâmica de risos e boas ideias

Som & Fúria, uma homenagem ao ato teatral

Repórter Record e outros detalhes da tragédia Jean Charles