Osasco,

 

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Eduardo Dias
  • • Documentário.O Brasil tem acompanhado a saga do cantor e compositor Herbert Vianna. E essa saga apresenta capítulos como “a vocação para a música”, “a formação da banda “Os Paralamas do Sucesso”, “o acidente” e “a superação”. O Brasil, desde o último dia 8, está conferindo esses e outros detalhes da trajetória desse que é um dos artistas mais populares do Brasil. E tudo por conta do documentário “Herbert de Perto, de Roberto Berliner e Pedro Bronz. O especial tem a proposta de mostrar o próprio artista contando suas fases, de uma forma intimista, apoiado pelos companheiros de jornadas, em um verdadeiro jogo de espelhos. É emocionante perceber o olhar do protagonista para suas palavras do passado e constatar os exercícios de superações do artista. Um dos momentos mais esperados do documentário é quando Herbert afirma que ainda não superou a morte da esposa Lucy Needhan, mas aprendeu a conviver com sua ausência, pontuando maturações e aprendizados. No entanto, o documentário “Herbert de Perto” não cai nos clichês da autopiedade, muito pelo contrário, emociona, discute e aponta caminhos. Quem gosta das músicas do líder da banda “Os Paralamas do Sucesso” não pode perder esse documentário nos cinemas.

    • O Programa “Vídeo Show” sempre se mostrou agradável e cheio de novidades. No entanto, a alta cúpula da Rede Globo resolveu que precisava alterá-lo, fazendo com que seus apresentadores mostrassem ao vivo suas atrações. O resultado foi o constrangimento de Luigi Baricelli e André Marques não sabendo o que fazer diante de entrevistados e quadros do programa, fazendo comentários vazios, elogiando a programação da emissora, ou seja, atitudes desnecessárias diante da audiência da Rede Globo. Isso sem contar os clássicos fora como Susana Vieira tomando o microfone de uma das apresentadoras do “Vídeo Show”, afirmando não ter paciência com iniciantes. Ora, leitor, nós telespectadores não precisamos disso.
  • • Cinema de animação. Um dos nomes mais importantes do atual cinema de animação é Michel Ocelot, diretor de obras como “Príncipes e Princesas”, “Kiriku e a Feiticeira” e outros. O diretor brinca, em suas obras, com o universo lúdico, mas sem contar com tantos efeitos, seus filmes sempre apontam para o artesanal, para as brincadeiras em torno do contar histórias. Em “Kiriku e a Feiticeira”, o cineasta apresenta a história de um menino negro aprendendo a enfrentar as diversidades. E elas são inúmeras, desde o menino aprender a lidar com seus medos, passando pelas histórias da sua origem até o momento decisivo de enfrentar a feiticeira, belíssimo desenho. O outro, intitulado de “Príncipes e Princesas” mistura os elementos dos contadores de histórias com o efeito teatral, tudo no desenho é primoroso e remete à várias histórias. Não perca a oportunidade de viajar no universo artesanal de Michel Ocelot.
    • Teledramaturgia. A telenovela “Viver a Vida”, de Manoel Carlos, tem mostrado as ótimas atuações de Taís Araújo (Helena) e Lilia Cabral (Tereza). As cenas de confrontos entre as duas personagens são dignas de aplausos. Os diálogos remetem à mágoas, a recomeços e as alegrias do passado. Em uma das cenas, Tereza falou que a casa de Helena foi palco de infinitas felicidades e que era preciso tomar cuidado com essas alegrias, pois elas são eternas e motes de comparações. Helena, por sua vez, afirmou que o momento dela era agora e que sempre quando apostava em uma história de amor ela era eterna. Os diálogos profundos de Manoel Carlos sempre valem a pena. Leitor, as duas atrizes estão bem nos personagens, mas a novela é de Lilia Cabral no papel da amargurada Tereza. No lançamento da novela, a atriz estava feliz, brincando com a ideia de que a primeira vez ela seria rica. “Vou ser fina, elegante, estou até treinando gestos, olhares, tudo para construir essa Tereza, que é uma personagem completamente diferente dos meus tipos, a última então, era tão humilhada, tão deselegante, que coitada”, comentou. De qualquer forma, o autor Manoel Carlos não está preparando um coquetel de super-histórias, mas está valendo, pois mais vale uma história ser bem contada, do que fragmentos de várias histórias sem aprofundamento.

 

 

 

 

 

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