Cama de Gato, um folhetim na tela global
Fazia muito tempo que a Rede Globo não apresentava uma telenovela com a proposta tão folhetinesca, com personagens tão bem delineados. A teletrama “Cama de Gato”, de Thelma Guedes e Duca Rachid, é uma mistura perfeita de dramas e comédias, tudo na dosagem certa, evidenciando os vários “times” de uma trama típica das 18 horas. A heroína Rose (vivida por Camila Pitanga) é autêntica, forte e não leva desaforos para casa, bem ao gosto das telespectadoras do horário (que estavam cansadas de heroínas passivas e chorosas). Rose, apesar de todas dificuldades, é doméstica, precisa sustentar os filhos e ainda sustenta o ex marido malandro (na figura de Airton Graça). Rose não perde o pique e está sempre arranjando soluções para sair das armadilhas do destino. Nesse contexto, a protagonista da história foi inspirada por pesquisador da USP, que na busca de uma heroína perfeita chegou a esse perfil. E a trama apresenta vários personagens que trabalham com esse olhar, com a “simplicidade” de um folhetim e o primeiro deles é o próprio herói da trama, Gustavo (Marcos Palmeira), que logo nos primeiros capítulos, se mostra embrutecido, sem paciência para a vida e com os seus subordinados. Até o momento, que por uma brincadeira de seu sócio e amigo Alcino (Carmo Dalla Vechia), Gustavo é levado a um deserto, ficando perdido, tendo que se sustentar e aprender a valorizar a vida. Só que tudo sai ao contrário, Gustavo cai em uma tocaia, já que a esposa, a ambiciosa Verônica (Paola Oliveira), contrata assassinos para matá-lo, fazendo-o cair em uma verdadeira “Cama de Gato”. A nova atração global das 18 horas vem com esse apanhado de elementos, pontuando uma história interessante, com outras figuras como Taís, a melhor amiga da protagonista, vivida por Heloisa Périssé. E ali,ao lado dos personagens Bené (Marcelo Novaes) e Sólon (Daniel Boaventura), a personagem promete muitas confusões, fazendo da história não só um exagero de tragédias, mas de cenas equilibradas, gerando no público desse horário um prazer de assistir a uma telenovela, uma boa teletrama. Com certeza, esse é o primeiro comentário. Nas próximas semanas, a coluna “Espelho Mágico” volta a esse tema. Abraços...
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