Osasco,

 

Curtas da Semana
Eduardo Affonso

O Palmeiras mostra não estar sentido a falta de Pierre no comando da marcação de meio-de-campo. A defesa do Verdão segue sendo uma das menos vazadas da competição.
Acabou sendo um sucesso a medida da diretoria do Verdão de pagar para ter Danilo em campo no sábado contra o Furacão. O zagueiro foi o protagonista do jogo em todos os aspectos. Muito bem investidos os 100 mil reais pagos da multa ao time paranaense.
Outra boa surpresa foi o chileno Figueroa. Será um novo Arce? É cedo ainda para comparações, mas ele deixou em mim uma ótima impressão. Precisa dar continuidade.
Já Diego Souza, mais uma vez mostrou que seu futebol rende muito mais tendo Cleiton Xavier ao lado. Ele sendo responsável sozinho pela criação fica fácil de ser marcado e apresenta uma queda enorme de produção.
E Muricy, caminha a passos largos, e com uma boa ajuda dos adversários, ao seu tetracampeonato nacional. E escreva-se de passagem, com toda justiça.
Tenho comigo que Marcos merece disputar a próxima Copa do Mundo. Nem que seja como terceiro goleiro num primeiro momento.
No Santos, diretoria foi bem na contratação de Edu Dracena. O zagueiro chegou se recuperando de uma contusão, sem atuar desde abril e totalmente fora de forma. É assim que se chega a Libertadores.
Aliás, esse sonho de ir para a competição sul-americana pode ser abortado pela torcida. Mesmo que ganhe o clássico contra o Palmeiras, o “Peixe” não tem time para isso.
Luxemburgo chegou otimista. Livrou-se de Roberto Brum, Douglas e Domingos. Trouxe Emerson, Sérgio, Edu Dracena e Jean. Contou história, mas até agora não mostrou a que veio.
O time continua numa posição para lá de intermediária na tabela. A mesma do ex-técnico Vagner Mancini, que custava bem menos aos cofres santistas.
A desculpa agora é que o time não foi montado por ele, e que isso tem atrapalhado seus planos e seu planejamento. Sei!
O time feminino do Santos vem atraindo muito mais a atenção e fazendo muito mais sucesso do que o masculino. E o gasto lá é quase irrisório.
Marcelo Teixeira emprestou Domingos à Lusa com a promessa que terá prioridade na compra do zagueiro Bruno Rodrigo e do meia Fellipe Gabriel. Ele tem a prioridade, mas será que tem o dinheiro?
Por falar em Lusa, domingo passado tivemos no Canindé a manhã das “tamancadas”. O diretor de futebol do clube e homem forte do dinheiro, Luis Yaúca, resolveu dispensar três atletas: César Prates (até então, capitão do time), Victor (goleiro reserva) e Erick.
O contrato de todos terminaria no fim do ano. Já Tatá e Anderson Paim foram afastados momentaneamente para que possam ter uma segunda chance. Só não saíram porque tem contratos mais longos.
Christian e Ediglê são os próximos que deixarão a equipe. Independentemente de subir ou não, a Portuguesa vai passar por uma reformulação em 2010.
Só tenho uma pergunta: Mandar o presidente Manuel da Lupa embora não passou pela cabeça de ninguém?
Estive em Recife na quarta-feira trabalhando para a Eldorado/ESPN no jogo Náutico e São Paulo. Um dos mais tensos e nervosos desta temporada. Que pode vir a ser conhecido, dependendo se o Tricolor for campeão, como a batalha dos Aflitos, parte 2.
Primeiro: aquele ditado popular “futebolês” que diz: “Tem coisas que só acontecem com o Botagogo”, precisa ser reformulado.
Cabe certamente um novo, com os seguintes dizeres: “Tem coisas que só acontecem com o Botafogo, Portuguesa e Náutico”. Como o Timbú conseguiu perder a partida que estava ganha?
Eu tenho três teorias. A expulsão de Geninho, quando estava 1 a 0 Náutico e a equipe com um a mais, enervou os jogadores. Some-se a isso a intranquilidade de um time pressionado pela situação na tabela e a ruindade técnica de alguns atletas.
Embora haja mérito muito grande na virada do São Paulo, eu tenho certeza que essa partida não foi o Tricolor que ganhou e sim, o Náutico que perdeu.
Agora o São Paulo terá uma semana para juntar os cacos de tantas suspensões para o jogo contra o Coritiba. Miranda também servindo a seleção, Renato Silva, Júnior César e Richarlyson estão todos suspensos.
Aliás, se não fosse a vitória heróica e histórica, certamente os dois expulsos, mas principalmente Jr. César, seriam punidos pela diretoria, que não está gostando nada do excessivo número de cartões infantís que a equipe vem recebendo.
O resultado contra o Náutico, da forma como aconteceu, recoloca o time na condição de postulante ao título, no caso o tetracampeonato.
Já o Náutico, que agora pega Inter e Palmeiras, tenho a impressão que assinou com este resultado, seu atestado de retorno à Série B do Brasileirão. Como a situação do Sport também não é das melhores, corre-se grande risco, depois de muitos anos, de Pernambuco ficar sem representantes na elite do futebol nacional.

 

 

 

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