Osasco,

 

Espelho Mágico
Eduardo Dias

 

Os rumos do humorístico Toma Lá Dá Cá

Depois do sumiço de Italo Rossi e da morte de Miguel Magno, o humorístico "Toma Lá Dá Cá" ficou estranho. E tudo por conta do excesso de referências aos personagens Ladir e Dra.Perci. Os personagens tornaram-se emblemáticos no programa, a ponto de inúmeros telespectadores adorarem as performances de Rossi e Magno, fazendo desses personagens símbolos do humorístico.
É bem verdade que o programa segue a receita de "Saí de Baixo", que consagrou figuras como Magda (Marisa Orth), Caco Antíbes (Miguel Falabella), Cassandra (Aracy Balabanian) e outros. E para isso uniu Orth e Falabella em um dueto bem divertido. No entanto, os humores dos personagens de "Toma Lá Dá Cá", ficaram diluídos pelo outros personagens como Celinha (Adriana Esteves, que com suas gags está se transformando em uma atriz com "time" de humor) e Bozena (interpretada pela revelação Alessandra Maestrini), que com suas histórias sobre a cidade "Pato Branco" diverte o público e o próprio elenco. Isso sem contar Norma Benguel, que com sua "sapatão", pontua o humor do programa e também a Isadora(Fernanda Souza), que é uma versão modernizada de Magda. E aqui, é hilário ver Marisa Orth contracenando com Fernanda Souza.
Claro que o programa não é uma novidade em torno dos segmentos humorísticos, aposta no preconceito e faz Mário Jorge (Falabella) dizer textos como "Isadora, a minha filha, não presta desde a infância, tem olho junto, isso é pior que urubu" ou "Aquele sapatão vem para minha casa, eu não posso suportar isso". Frases preconceituosas que prestam um desserviço a construção do indivíduo, mas o ser humano tem esse aspecto também, vive das pequenas maldades, das contradições - como afirmaria Machado de Assis no seu conto "Igreja do Diabo".
No episódio da última terça feira, 15, os personagens citaram, o tempo todo, Dra. Perci, afirmando que ela estaria curando homossexuais e transformando-os em heterossexuais. Claro, que apesar do deboche e da reafirmação, o público se divertiu ao ver o personagem de Norma Benguel com um vestido rosa, toda feminina. Os moradores do Jambalaia integram um bom humorístico, muito mais divertido que o "Casseta & Planeta", que com o passar do tempo ficou datado, só com alguns diálogos com o tempo, com os eventos políticos e sendo muito mais uma crônica bem humorada do que um programa de humor. É isso, abraços e até o próximo "Espelho Mágico".

 






 

 

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