Considerações sobre a Independência
Na próxima semana, comemora-se mais um aniversário do 7 de setembro de 1822, o “Dia da Independência”.
Quando se pensa a história do povo brasileiro três grandes questões se destacam: a social, a nacional e a democrática.
A questão social, ao longo do tempo, é relativa ás questões das desigualdades sociais tais como: a questão da abolição da escravidão dos negros e índios; a questão das reformas de base, e em especial a questão agrária; a reforma urbana; as questões salariais e sindicais; a questão da mulher e do bem estar do povo; etc.
A questão democrática aparece em diversos momentos desde a forma de tratamento dada aos negros, índios e outros colonos e imigrantes; nos movimentos de independência; na outorga da primeira constituição brasileira (1824); na implantação da república; na revolução de 1930; na ditadura do Estado Novo (1937 a 1945); na ditadura militar (1964 a 1985), etc.
A questão nacional surge em diversos momentos na relação da colônia brasileira com o império português. De forma mais aguda ela está presente nas inconfidências mineira, baiana e carioca e outros movimentos favoráveis à Independência nacional.
Esta questão ressurge na discussão do pagamento da dívida externa, nas diversas crises ambientais, na polêmica da remessa de lucros para o exterior, na concessão das jazidas de minério e petróleo, etc. O Movimento “O Petróleo é Nosso” retomou a questão nacional, da independência nacional de forma bastante ampla. As recentes descobertas de jazidas de óleo e gás no pré-sal e a sua regulamentação trazem para os dias atuais novos elementos de independência econômica e de utilização dos recursos naturais para um maior desenvolvimento social e ambiental. Se houve saque das riquezas e recursos nacionais, também houve resistência ao longo da história.
Na realidade, o sonho de Tiradentes de que “juntos poderemos fazer deste país, uma grande nação” envolve uma visão ampla da independência: ela é política, econômica, social, ambiental e cultural. Se na história a questão social, nacional e democrática muitas vezes não caminharam juntas é fundamental que elas caminhem para gerar uma nação e uma sociedade mais igualitária, mais equilibrada e mais fraterna.
O “ 7 de setembro ” relembra a independência política, fundamental para o povo brasileiro. Mas é também momento de reafirmar o compromisso com o desenvolvimento econômico, social, cultural, ambiental do país, para que a independência de fato seja uma autêntica libertação do povo da opressão, da exploração, da miséria e do atraso. Viva o povo brasileiro!
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