Osasco,

 

Eu acho que...
Fátima Baltazar


Inconquistável, mas certamente memorável

Esta semana, andando pelo shopping não pude deixar de notar uma aglomeração de mulheres em uma loja, curiosa me aproximei e pude ver que se tratava de uma joalheria que estava expondo uma coleção nova de jóias belíssimas.
Cada peça com um diamante de diversos tamanhos e formatos incrustados em anéis e colares. Preferi não olhar o preço exorbitante das jóias, de modo que a peça não perdesse o meu interesse, mas comecei a refletir sobre a história dessa pedra rara.
Então a história do diamante é o tema desta semana. Ele é formado por puro carbono que entre a pressão e calor das rochas, se cristaliza. Mas antes de sair enterrando carbono em seu quintal, vale a pena lembrar que o processo leva milhões e milhões de anos! O nome vem do grego “Adamas”, que significa “Inconquistável” ou “Indomável” devido à sua dureza.
Para se lapidar um diamante, é preciso examinar suas partes mais “Fracas” e “Frágeis”, então, com um rolo de metal cuja superfície tem uma camada de pó de diamante (1 vigésimo de milímetro de espessura) vai-se “lixando” o diamante para que tome o formato desejado. O processo é longo e é preciso ter muita paciência. Para uma pedra de 1 quilate (6 a 7 milímetros de diâmetro) são necessárias de 5 a 8 horas de trabalho.
Até o século XVII, praticamente todos os diamantes comercializados no mundo vinham de uma mina na Índia, inclusive os mais famosas vieram de lá como o “Koh-i-Noor”, que faz parte das jóias da coroa Inglesa, e “Orloff”, patrimônio das jóias da coroa da Rússia.
Mas em 1725 o Brasil rompeu a tradição após uma mina ser descoberta em Diamantina em Minas Gerais! Aquela mina durou os 150 anos seguintes, mais tarde perdendo para a África do Sul que hoje é responsável por bem mais que 50% da produção mundial.
Nas palavras da canção que Marilyn Monroe canta, dizer que os diamantes são os melhores amigos da mulher é de certa forma muita modéstia por parte dos produtores da Broadway, pois por trás de todo aquele brilho e beleza também há história de assassinatos, guerras, e muito sangue na luta de obter diamantes.
Curiosamente, para alguns é o símbolo do amor "inquebrável", para outros, usar um anel de diamantes no terceiro dedo da mão esquerda é porque a "veia do amor" vinda diretamente do coração, terminava neste dedo. Eu acho que apesar de toda beleza e simbolismo envolto nesta pedra, não é justo achar que ela compra coisas como vidas humanas ou amor eterno, afinal ainda há flores!

 




 

 

 

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