Osasco,

 

Sou o que trabalho
Rodrigo Deusdará Salvi

 

O trabalhador destes novos tempos

E o trabalhador diante do pós-modernismo? As características são as mesmas? Não haveria mudado em função transformações no foco e paradigma modernos? Lógico que olhamos para o trabalho como uma atividade primária de atuar em uma empresa a fim de despender todas as suas habilidades, buscando desempenhar o melhor papel, com a melhor eficiência e eficácia para que a mesma desempenhe uma atividade superior, demonstrando vantagem competitiva sobre as outras e abocanhando a maior fatia do mercado possível. Claro, este funcionário deve desempenhar o melhor de suas forças e habilidades, já que o sucesso do local em que trabalha pode garantir o sucesso a sua própria pessoa. Se olharmos tempos atrás, o trabalhador também era incentivado a fazer isto, mas um aspecto primordial modifica esta forma de ser nestes tempos atuais. O homem está cada vez mais capacitado, com melhores formações e sobrevivendo em uma ferrenha competitividade no atual momento da história das profissões. Sem contar é claro que existem inúmeras funções pós-modernas que passam a ser exercida neste novo mundo do trabalho.
O que é exigido do trabalhador nos dias de hoje? O mesmo que o era outrora? Em certa medida sim. É exigido bom desempenho, dedicação e que venha a vestir a camisa da empresa como se fosse sua mesma. O que diferencia, talvez seja, que as organizações possuem cada vez mais poder sobre seus funcionários. O mercado de trabalho, ao balizar seus atores, exige deles o máximo possível. Se isto não acontece é fácil encontrar reposição a altura no mercado, já que inúmeros são aqueles que possuem a mesma formação e características de competência do profissional anterior. Quando eu patrão estou diante desta situação, e sou forçado por um mercado competitivo a ser o melhor sempre, acabo me sentindo forçado a tratar o trabalhador como mera peça de uma grande engrenagem. Isto parece até o início dos tempos modernos, com o advento do mecanicismo. Se não está bom eu troco, se há melhores, eu substituo. É fácil achar pessoas com as mesmas capacidades e sujeitas a fazer o que eu desejo.
Conseguem perceber que o advento do pós-modernismo não trás apenas a solução para os inúmeros sonhos e fantasias narcisistas da sociedade? Força também as pessoas a trabalharem e a concorrerem ainda mais no mercado de trabalho a fim de garantir esta competitividade e destreza, na busca do suprimento dos desejos narcisistas do mercado consumidor.
Se há pessoas a procura da solução dos seus sonhos, precisa haver ainda mais pessoas competentes e capazes de tornar tudo isto uma realidade viável e possível. Desta forma, nunca tivemos uma comercialização tão grande de serviços como a que temos nos dias atuais.
Vivemos o ápice dos serviços e de sua prestação. Tudo a que o homem aspira, existe uma ou muitas empresas a oferecer suas soluções. Isto tudo leva o mundo das profissões a algo ainda mais inovador, que é o nascimento de inúmeras profissões antes inexistentes. Nunca tivemos tantas possibilidades diferentes de formação e informação profissional. Basta observar os cursos oferecidos nas faculdades. A cada ano inovam-se nas profissões, tudo isto para atender os anseios humanos pós-modernos.





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