• Teledramaturgia. Nos últimos dias, não se fala em outra coisa, a não ser na cena em que Melissa (Christiane Torloni) espanca Yvone (Letícia Sabatella) na novela "Caminho das Índias". Toda cena mostrou a frieza da "dondoca" em envolver a "psicopata de plantão" em uma conversa feminina e com muitas curiosidades em torno das jóias que Yvone estava usando. Belíssimas interpretações das atrizes que deram brilho à cena e fez o público considerar uma das melhores cenas de brigas entre mulheres dos últimos tempos. Há quem diga que essa cena foi mais impactante do que os confrontos de Laura (Cláudia Abreu) e Maria Clara (Malu Mader) em "Celebridade" e Nazareh (Renata Sorrah) e Maria do Carmo (Susana Vieira) em "Senhora do Destino", mas o estranho disso é que Melissa não é exatamente a heroína do folhetim, essa função teria Silvia (Débora Bloch), mas o que aconteceu com esse personagem? Por que Silvia perdeu a importância na história, a ponto de em um confronto como esse, a autora optar por Melissa - a fútil mor da trama? É claro que com essa estratégia, Glória Perez dilui o grau de caricatura da personagem Melissa e transforma a figura em um ser mais complexo, mais viável de existir, pois sabemos, leitor, que não existe um ser humano que só seja uma coisa. E do jeito que a novelista estava mostrando Melissa, parecia que ela vinha do espaço, não estava nada próxima a um ser humano, com suas contradições, com os aspectos positivos e negativos. Quanto a Silvia, percebo que apesar de Débora Bloch ser uma belíssima atriz, Glória Perez não se identificou com seu "time" dramático, fazendo a personagem que era uma das centrais, perder espaço, virar uma coadjuvante no meio de tantas histórias. Em relação a Yvone, Letícia Sabatella construiu bem o personagem de psicopata com fala mansa, o que existe. No entanto, o personagem nem de perto chega a temeridade de Flora (Patrícia Pillar) de "A Favorita", essa sim, em alguns momentos, dava medo....Vamos aguardar os próximos capítulos ?
• Falando de literatura especializada. Com as polêmicas envolvendo "A queda do diploma para jornalistas", a Summus Editorial está lançando o livro "Assessoria de Imprensa", de Elisa Kopplin Ferrareto e Luis Artur Ferrareto. A obra, de 160 p, R$ 36,70, vai ao encontro de quem deseja saber o real trabalho do assessor de imprensa que, na sua jornada, vive oferecendo temas para os jornalistas de redação, tentando vender suas histórias, ou como muitos gostam de dizer; seu produto. O livro procura responder algumas das perguntas como "Qual a carga horária que deve cumprir um assessor de imprensa?" ou "No que pode trabalhar um assessor?". São indagações que muitos alunos e estagiários fazem e poucos têm tempo de responder. O livro "Assessoria de Imprensa" é uma importante ferramenta para quem quer investir nesse segmento da comunicação. Vale conferir. Mais informações no 3865-3530 - Ramais 126 e 127 e no site www.summus.com.br . Não perca a oportunidade de se informar, a profissão está passando por transformações, é hora de investir e interagir. Valeu !!!!!
• TV. Essa semana, uma das assessoras de imprensa da TV Cultura elogiou a coluna "Espelho Mágico" e sua proposta de discussão sobre a televisão, segundo ela, é bom ver um jornal regional abrindo espaços para a discussão em torno dos programas de Tv. No seu comentário, a assessora falou do espaço e de como o texto; "Tv cultura e o retorno aos velhos tempos", publicado no dia 31/07, discutiu a importância de valorizar-se a história da Tv e seus capítulos mais significativos. Vale lembrar, leitor, que esse texto foi bastante comentado por vários leitores, que enviaram e-mails e pequenos comentários elogiando a proposta da Tv Cultura e seus resgates de programas como "Bambalalão", "Revistinha", "História da Telenovela" e tantos outros.. O papel da nossa editoria de cultura é esse, ou seja, ajudar o leitor a construir novos olhares em torno da Tv e seus programas. Aguarde os próximos textos da coluna "Espelho Mágico", muitas surpresas estão sendo preparadas nesse aniversário de 16 anos da Coluna.
• Falando ainda em TV Cultura. Um dos seus programas mais significativos em torno de pesquisa e discussão sobre o meio ambiente, está fazendo sucesso em outros segmentos. É isso mesmo, o documentário "Mar Sem Fim", que a emissora exibiu de 2005 a 2007, está sendo lançado em uma caixa com quatro DVDs. O lançamento (Lua Music; R$ 150,00), tem a proposta de resgatar as viagens do jornalista João Lara Mesquita em torno do Brasil, mostrando as diversidades entre o Rio Oiapoque (extremo norte do país) até chegar ao Chuí (extremo sul). São belíssimas paisagens desse Brasil, mas sempre com o jornalista e sua equipe apontando os aspectos positivos e negativos de cada lugar, de cada região visitada. "Mar sem Fim" não facilita a vida do telespectador, pois revela o quanto o país precisa melhorar, precisa ter infra-estrutura para valorizar sua costa litorânea, rios, matas e tudo que aprendemos a entender como biodiversidade. Professores de cursos como de Geografia, Oceonografia, Geologia e Biologia já adotaram a série de episódios do programa "Mar Sem Fim" para suas aulas, como o caso do professor Antônio Carlos Diegues, professor de programa de Pós graduação em Ciência Ambiental da USP. Como se vê, a atração da TV Cultura continua fazendo história. A grande novidade vem logo em seguida, pela TV Bandeirantes, que acertou com o jornalista João Lara Mesquita um outro documentário, no mesmo formato de "Mar sem Fim" para 2010. Só que agora o tema é a costa Argentina, os canais patagônios e a Antártica. Segundo a matéria públicada no jornal "Estado de São Paulo", do último dia 1º, as pesquisas serão feitas com um barco motorizado e não um veleiro como foi em "Mar sem Fim". O documentário está cotado para estrear durante as férias do CQC(Custe o que Custar), é isso aí, vamos aguardar, uma boa atração está chegando na Band.
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