DESDE pequeno fui criado no bairro de Presidente Altino em Osasco, é claro que na época, nos anos 40, tudo aquilo eram apenas bairros e sub-bairros da cidade de São Paulo, ou seja, era um abandono total.
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PARA nós crianças, até que era muito bom. Grandes áreas livres, a violência ainda não estava integrada no cotidiano, muito verde e um pouco mais distante o lendário rio Tietê, testemunha ocular da evolução e da história de Osasco e de toda a nossa região.
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LEMBRO muito bem, que um grande canal artificial foi construído, como parte de um projeto de retificação do rio Tietê, cujo objetivo era de dar às suas águas, em épocas de chuvas, um escoamento mais rápido, evitando-se o risco de enchentes, tudo isso nos anos 46 a 50. Ufa! faz tempo...
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SEMPRE gostei de rios. Foram eles os responsáveis pela criação das grandes cidades em todo o mundo. Toda fundação de uma vila ou aldeia no início de tudo, tinha que ser nas margens de um rio. É claro por razões óbvias, porque sem água o ser humano perece mesmo.
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COM a construção do canal que citei, era comum todos nós arriscarmos uma pescadinha, onde era possível encontrar carás e traíras, às vezes até mesmo um bom bagre. Mas, para nós garotos, o que era bom mesmo era atravessar o rio a nado e ir à chácara do Rochdale, onde castanhas e outras frutas faziam a nossa alegria.
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MOLEQUE não tem medo de nada. No meu caso, era um dos mais novos e bastante franzino. Acompanhava os maiores e certa vez, o caseiro estava nos “recepcionando” com uma bela espingarda de sal, este troço ardia para burro, não quero nem lembrar.
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COM tiros pra todo lado, retornamos a nado para atingirmos a outra margem, e como mais fraco paguei as maiores consequências. A lição serviu para o resto da vida. Quase todos os dias passo por ali e não consigo esquecer estes fatos que marcaram minha fase de peralta.
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MAS, há um outro rio, este bem mais famoso, ao qual tenho uma grande dívida de gratidão, inclusive no aspecto ecológico e ambiental. Mas vamos aos fatos. Creio que já fazem uns doze ou mais anos, estava com a Equipe Furacão num giro da nossa Seleção Brasileira pela europa e as distâncias, por questão de custo, eram percorridas por trens.
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COMO sempre, o rádio de Osasco, na época, fazia sempre parcerias com as emissoras da Bahia, de Salvador e Feira de Santana. O nosso destino nesta viagem era a cidade de Gottemburgo, na Suécia, mas como a viagem era longa, resolvemos descansar uma noite na linda cidade alemã de Dusseldorf.
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CHEGAMOS por volta das 15 horas e por coincidência havia um grande festa, pois era aniversário da cidade e por ali estava instalado o maior parque de diversões do mundo, algo incomum e gigantesco. Estávamos em sete companheiros, entre baianos e paulistas.
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TÃO logo escureceu, todos fomos para este grande parque. Entre as atrações estava ali a “MAIOR MONTANHA RUSSA DO MUNDO”, só de vê-la já tremiam minhas pernas. Todos acharam que eram “machos” e lá fomos para o grande desafio, depois de três minutos mais longos da minha vida, passei mal, inclusive com tonturas.
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NUNCA mais vou esquecer desta aventura. Em seguida fomos dar uma volta no grande parque alemão, como disse, ficava bem às margens do lendário rio Danúbio, o 2º mais longo da Europa (depois do Volga) e tem 2888 km de extensão, atravessando o continente europeu de oeste a leste.
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SUA nascente está situada na Floresta Negra na Alemanha e deságua no Mar Negro. Corta cidades importantes como Viena onde originou a famosa música Danubio Azul, do compositor Johann Strauss, uma valsa maravilhosa, Budapeste, Belgrado e Dusseldorf. Num determinado momento meu amigo Dilson, de Feira de Santana arriscou sua sorte na conhecida barraca das argolas, e sua sorte estava toda ao nosso lado.
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LOGO de cara, a primeira argola arremessada encaixou numa linda e grande garrafa de vinho alemão rosé, que tinha mais ou menos um metro e meio de altura, apesar de ser bastante fina. Gostei tanto da garrafa, que logo imaginei o lugar de honra na minha casa, bem na porta da sala. Ledo engano...
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MEU amigo diante do meu desejo, presenteou-me com aquela garrafa espetacular e ali começou o meu “martírio” para não dizer “calvário”. Pesava pra burro e meus amigos sequer esboçavam o desejo de ajudar-me. Andava pra cá, andava pra lá e já não aguentava mais carregar minha “cruz”.
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NA verdade os meus amigos começaram a gozação. Questionavam se aquela grande garrafa chegaria ou não ao Brasil. Percebi que não teria forças para a longa viagem e naquele tamanho também não caberia na minha mala. Pensei, pensei e bem ao meu lado estava o antológico RIO DANÚBIO. Olhei para os lados e joguei a valiosa garrafa no histórico rio, com o coração partido.
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ENQUANTO a garrafa ia do fundo, engoli a seco e admiti que estava cometendo um crime ecológico. Foi um “pecado” anunciado, não tinha outra alternativa e confesso que desde a minha infância no Rio Tietê até o rio Danúbio são duas passagens que marcaram indelevelmente em minha memória, e assumo as faltas cometidas.
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NESTA segunda-feira, às 14 horas, o governador José Serra ao lado do prefeito Rubens Furlan, estará inaugurando a FATEC, uma das mais modernas do Estado de São Paulo, bem ao lado do prédio da nova Câmara Municipal de Barueri. A grande expectativa fica por conta dos prováveis acontecimentos políticos, especialmente por parte dos novos caminhos de Rubens Furlan. Aguarde...
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PRA terminar, neste domingo estarei em Curitiba com a Equipe Furacão da Rádio Iguatemi 1370 KHz transmitindo o jogo Atlético Paranaense x Grêmio Barueri, a partir das 18 horas, com Adriano Zini, Toni Marchetti e estarei nos comentários. Até lá e um grande abraço a todos..
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