Como sempre...
Prometi a mim mesmo que evitaria falar sobre assuntos que teoricamente não fazem parte do meu dia a dia profissional. Até me contive, por mais de um mês. Porém havia um dilema, um conflito interno. Uma parte realmente gostaria de escrever sobre assuntos que particularmente considero mais interessantes. Mas a outra, ficava dizendo a todo momento que era importante, que não deveria me omitir.
A situação no Senado é vergonhosa. O desrespeito, a empáfia, a indiferença em relação à opinião pública que os senadores têm conduzido o caso de corrupção (mais um) do presidente da “casa” José Sarney é realmente revoltante.
Realmente é uma afronta. Uma afronta, um desrespeito a você, a mim, a seus familiares e às pessoas que trabalham neste país.
Chega a impressionar a dissimulação e a tentativa descarada de defenderem uns aos outros entre os senadores.
Como se não bastasse todos os fatos comprovados, denúncias e mais denúncias não param de chegar. Gravações, documentos, recibos, contas ilegais, depoimentos. E nada, nada acontece.
Pelo contrário, forma-se um tipo de blindagem ao redor do acusado, por outros que já foram ou ainda são acusados de coisas talvez até piores do que as que vemos hoje. E se olhamos ao redor, vemos sempre os mesmos.
Um defende o outro, já que em episódios anteriores o outro defendeu este um. E assim se forma mais um episódio vergonhoso e aviltante à democracia do país.
Basta dizer que o Maranhão, Estado que é a base política da família Sarney (ainda que hoje José Sarney seja senador pelo Amapá) tem os piores índices de desenvolvimento do país. Índices que são comparáveis a países africanos e asiáticos que vivem em condição de completa miséria.
Vale lembrar que o Maranhão já foi governado por Sarney e por sua filha Roseana. E se formos nos aprofundar no âmbito da família Sarney, perceberemos que há ainda uma longa lista de DESSERVIÇOS prestados à nação.
E temos de ouvir o presidente atual dizer que os senadores são ótimos pizzaiolos. E mais: que o presidente do senado merece um tratamento diferenciado, que não deve ser tratado como uma pessoa comum. É verdade. Desde que ele servisse ao povo de exemplo, até pela posição que ocupa e já ocupou. Acabamos vivendo um impasse.
Há uma parcela da população que acompanha, busca mudanças e outra, muito maior que infelizmente vive alheia a tudo isto ou que prefere compactuar com esta situação para poder continuar a comer e sobreviver com os benefícios gerados pelos programas assistencialistas do governo.
Como costumamos ouvir: “ Nunca antes na história deste país...”. Realmente, nunca antes na história deste país houve tanta bandalheira, tanto descrédito, tanto desrespeito ao povo e às Instituições. E tanto interesse em não punir os responsáveis. Como sempre.
Porém ainda há um alento, uma esperança. A generalização de que “nenhum político presta” é injusta, perigosa e pouco inteligente como todas as demais generalizações. Há políticos bons, capazes e corretos, sim senhor.
É uma pena que nós como eleitores não saibamos escolhê-los.
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