Todos levados pela história
Esta semana o tema veio de forma bem fácil, após realizar uma viagem de oito horas de ônibus. Mesmo que tenha sido uma viagem um tanto cansativa, percebi o quanto esse meio de transporte fazia a diferença não só para viagens interestaduais,mas como meio de circulação nas cidades. Por isso nada mais justo que falar um pouco sobre a história deste veículo público.
Voltemos a 1661 em Nantes, na França, onde o matemático Blaise Pascal teve a ideia de carruagens públicas, mas só pode explorá-la melhor sob a autorização do Rei Luiz XIV, então em 27 de fevereiro de 1662, essas carruagens passaram a ter tarifas e itinerários pré estabelecidos. Esse primeiro modelo de ônibus era chamado de “Carroces à Cinc Sous), tinha lugares para oito passageiros mais o cocheiro e um ajudante. Infelizmente não durou e em 1678 foi abandonado.
Mais tarde em 1826 ainda em Nantes, o comerciante Stanilas Baudry que era dono de uma casa de banhos público, adotou um serviço de diligências para deslocar clientes do centro até seu negócio. Naquele tempo as casas não possuiam números e o ponto final desses veículos públicos era numa praça onde havia uma chapelaria cujo dono se chamava “Omnes”, então o chapeleiro usou o trocadilho “Omnes Omnibus” (Onmes para todos). Assim as diligências ganharam o nome de Omnibus.
Baudry não demorou a perceber que as pessoas começavam a utilizar os veículos não para usar a sua casa de banhos, mas apenas para se locomover, então pediu uma autorização oficial para implantar o primeiro serviço de viaturas públicas. Em Londres o serviço de Omnibus chegou em 1829, chegou a Nova Iorque no mesmo ano, e assim as rotas itam aumentando nas cidades. Os ônibus motorizados só vieram em 1905 e chamados de “autobus”.
No Brasil o primeiro tipo de ônibus surgiu em 1817 no Rio de Janeiro, com a autorização de D. João VI dada ao sargento-mor da Guarda Real e barbeiro do Rei, Sebastião Fábegas de Suriguê. Ele explorou as linhas que faziam o percurso da Praça XV até a Quinta da Boa Vista e da Praça XV até a fazenda de Santa Cruz. Só este último percurso durava mais de cinco horas e haviam quatro mudas de mulas e cavalos durante o trajeto. Hoje não somente os veículos evoluiram, como as rotas dos ônibus aumentaram e em alguns pontos ainda precisam de mais! E eu acho que mesmo passando oito horas dentro de um ônibus fico feliz por não precisar ter tido nenhuma troca de mula ou cavalo.
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