Osasco,

 

Eu acho que...
Fátima Baltazar


Brilhando nos ceús da história!

Esta semana recebi uma inspiração muito bonita para o tema, foi em uma festa onde o ápice aconteceu com a queima de fogos de artifício. De todas as cores e formatos iluminaram os céus durante boa parte da noite, então achei uma ótima ideia ir atrás da história por trás de todo aquele show.

Em matérias anteriores eu contei a história da pólvora que começou na Ásia antiga. Um alquimista chinês acidentalmente juntou salitre, enxofre, carvão e aqueceu tudo, resultou em uma fumaça e chamas chamado de “Huo Yao” (Fogo químico), nós conhecemos como pólvora, mas os fogos de artifício foram descobertos antes da pólvora. Foi observado que quando se jogava bambus ainda verdes no fogo, eles explodiam. A seiva da planta forma bolsas de ar e ficam presas dentro do caule, inchando-o e explodindo.

Claro que no começo isso assustava qualquer um, mas com o passar do tempo esses bambus (Ou Pao Chuck) eram jogados em fogueiras como costume para assustar os maus espíritos. Demorou mais de dois mil anos para que se descobrisse que esses bambus quando recheados com “Fogo químico” e lançados ao fogo o estouro era ainda maior. Esses eram os primeiros fogos de artifício fabricados como conhecemos hoje.

Esse conhecimento se espalhou pela China, através da Índia até a Europa pelos gregos e árabes, inclusive os conhecimentos pirotécnicos fora muito desenvolvidos na Árabia por volta do século VII, afinal um dos ingredientes (Sais oxidantes de potássio) era muito utilizado por alquimistas do Islã. Logo então aderiram à mistura magnésio e alumínio que dava ainda mais brilho e mais efeitos luminosos.

Hoje a arte de se estourar fogos de artifício foi muito aprimorada, além disso, muitas medidas de segurança também precisaram ser tomadas, como o cuidado para cercar a área de uma grande queima de fogos, ou jamais reutilizar fogos que tenham falhado e ainda jamais apontar fogos de artifício para o rosto de outra pessoa! Lembre-se que esses fogos são lindos vistos no céu, mas se não forem bem manuseados causam mais do que apenas sustos. É o que acho!

 

 

 

• ÚLTIMA COLUNA