Osasco,

 

Curtas da Semana
Eduardo Affonso

• Depois uma estreia confusa, com um placar inédito e anormal de 4 a 3 contra o Egito, a seleção brasileira venceu bem a equipe dos Estados Unidos e está na fase semifinal da Copa das Confederações.

• O jogo contra a Itália servirá para definir o primeiro lugar e realmente provar o potencial desta equipe de Dunga contra um adversário mais gabaritado. Gostei de Ramirez no meio-de-campo. Deu mais mobilidade ao setor. O agora jogador do Benfica está cavando um lugar não só na Copa do Mundo, mas também no time titular.

• A lateral esquerda continua sendo um grande problema, embora André Santos não tenha comprometido. Mas não vejo nesse atleta a qualidade necessária para tomar conta de forma absoluta da posição.

• O passo que o Corinthians deu rumo a conquista de sua terceira Copa do Brasil é gigantesco. Foram 2 a 0 incontestáveis sobre o Inter, em que pese os desfalques, muito mais sérios, do time gaúcho, se comparados a ausência de André Santos no Timão.

• O grande problema do Internacional é o fato de não ter marcado gol fora de casa. Mesmo com o Beira Rio lotado, o Colorado tem que arriscar muito no ataque e não pode descuidar na defesa, porque se tomar um gol vai precisar marcar quatro.

• E Ronaldo continua gordo. E também decisivo. Foi uma única jogada em 90 minutos, mas tão eficiente, que deixou a equipe mais perto do título.

• Sem querer comparar, mas já comparando, a situação do time de Mano Menezes nesta decisão é um “tantinho” mais tranqüila que no ano passado contra o Sport, quando venceu o primeiro jogo por 3 a 1.

• Nunca dei muita atenção ao futebol de Jorge Henrique. Para ser sincero, no Botafogo o achava um jogador pra lá de comum. Inclusive não entendi direito o investimento do Corinthians em sua contratação.

• Nas mãos de Mano, porém, o atleta se tornou peça fundamental no sucesso do time. Corre por ele e pelos companheiros. Tem uma função tática primordial para que Ronaldo jogue e marque.

• Em minha opinião, pode ser comparado a Leandro (ex-Corinthians, São Paulo, Goiás e Fluminense), hoje no Japão. O chamado “motorzinho” da equipe.

• Por falar em Leandro, ele só não retornou ao São Paulo porque tem um problema de púbis bastante complicado.

• E já que falamos em São Paulo, muito estranho o comportamento de Muricy nestes dias que antecederam o jogo contra o Cruzeiro. Um dia não deu entrevista porque estava gripado. No dia seguinte, também não conversou com os jornalistas. Isso nunca aconteceu desde sua chegada ao clube.

• Já Hernanes foi sensacional em sua entrevista. Disse que Muricy pode ser comparado a um cientista, que está fazendo testes no elenco tricolor. Meu caro Hernanes, se for isso mesmo, você se colocou como rato de laboratório.

• Será Miranda o jogador que a diretoria vai negociar com o futebol europeu neste meio de temporada. Ele só tem uma chance de ficar: caso o São Paulo conquiste a Libertadores e vá ao Mundial de Clubes. E mesmo assim é uma chance remota.

• Escrevo essa coluna antes da partida entre Cruzeiro e São Paulo, no Morumbi. Caso o Tricolor seja eliminado, algumas cabeças vão rolar. E a pressão sobre Muricy será enorme, principalmente pelas pessoas do grupo do vice de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

• A eliminação do Palmeiras pode ser taxada de injusta devido ao futebol ruim do Nacional, mesmo jogando em casa. Mas isso não dá direito do presidente do clube paulista, Luis Gonzaga Beluzzo taxar o adversário de time fraco.

• É bom que se diga a verdade. Já nas fase anteriores, contra Sport e Colo Colo o Palmeiras só não sucumbiu devido a atuações pontuais de Marcos e Cleiton Xavier.

• Aconteceram equívocos no planejamento e no trabalho de Luxemburgo e a torcida, principalmente a organizada, que vem se manifestando contra o técnico, tende a ficar mais irritada.

• Já na madrugada de quinta os muros da academia apareceram pixados. Luxa terá que ter jogo de cintura e ajeitar logo a equipe no Brasileiro para superar essa pressão, que no fim das contas é prejudicial ao clube.

• Rodrigo Mancha já abandonou o Coritiba, mesmo antes do fim do seu contrato, dia 12 próximo. Ele não queria correr o risco de atuar mais de 6 jogos no Brasileirão e não poder defender seu novo time, o Santos.

• Cada vez que escuto uma entrevista de Roberto Brum no CT Rei Pelé, chego a conclusão que é o jogador mais figura do futebol brasileiro. Ele é folclórico.

 

 

 

 

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